BASTIDORES
Presidente da Ferrari quer comprar clube da Série A do Brasileirão
Magnata italiano monitora situação de time do Brasil

O presidente da Ferrari, John Elkann, é um dos nomes que avaliam a aquisição da Eagle Football Holdings e da SAF do Botafogo. O dirigente passou a monitorar de perto a situação da holding, que também controla o Lyon, da França, e o RWDM Brussels, da Bélgica. As informações são do jornal italiano Tuttosport.
O interesse surge em meio ao processo de administração iniciado pelo grupo Cork Gully, que anunciou a venda da empresa em um anúncio de jornal. Revelado pelo Financial Times, esse modelo jurídico — semelhante a uma recuperação judicial — permite reorganizar dívidas e viabilizar a entrada de novos investidores ou a venda de participações.
John Elkann lidera o grupo Stellantis, conglomerado automotivo que engloba marcas como Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Fiat, Jeep, Lancia, Maserati e Peugeot. Ele também ocupa o cargo de CEO da Exor, holding que possui participações relevantes em empresas como a Juventus e a Ferrari. Ele é o presidente da fabricante italiana de carros esportivos desde 2018.
Dificuldades extracampo

Criada em 2022 por John Textor, a Eagle Football enfrenta dificuldades financeiras que impactam diretamente seus clubes. No caso do Botafogo, a dívida já supera R$ 2,7 bilhões, conforme dados divulgados pelo jornal Estadão.
Além de comandar a Ferrari, Elkann integra o alto escalão da Stellantis, conglomerado que reúne diversas marcas do setor automotivo. Ele também mantém uma ligação histórica com a Juventus, tradicional equipe italiana.
Outros investidores também acompanham o cenário. Entre eles estão Gerry Cardinale, da RedBird Capital, a Apollo Global Management, Sheikh Moe Al Thani, Alexander Knaster, Edward Eisler e a Iconic Sports, ligada a Jamie Dinan. No Brasil, nomes como Juca Abdalla, do Banco Clássico, e grupos próximos ao BTG Pactual aparecem como possíveis interessados.
Punição da Fifa
Em situação complicada fora de campo, o Botafogo foi punido novamente com um transfer ban, e está impedido de registrar novos jogadores pelas próximas três janelas de transferências. A situação é referente à dívida envolvendo a transferência de Rwan Cruz junto ao Ludogorets, da Bulgária.
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