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Rogério Caboclo é suspenso da presidência da CBF até março de 2023

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
O cartola responde pelas acusações de assedio sexual e moral | Foto: Lucas Figueiredo | CBF
O cartola responde pelas acusações de assedio sexual e moral | Foto: Lucas Figueiredo | CBF - Foto: Lucas Figueiredo | CBF

Os presidentes das 27 federações estaduais de futebol decidiram por unanimidade, na tarde desta quarta-feira, 29, em assembleia, pelo afastamento de Rogério Caboclo da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até março de 2023. O cartola responde pelas acusações de assedio sexual e moral.

Na semana passada, a Comissão de Ética da CBF reconheceu a acusação de assédio mudou a decisão de afastamento por 15 meses do ex-presidente da entidade máxima do futebol brasileiro. Com isso, a punição para Caboclo foi aumentada para 21 meses, já com os três meses inclusos que ele está afastado.

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A assembleia geral-extraordinária desta quarta-feira foi marcada justamente com o intuito de analisar a última decisão da Comissão de Ética. O dirigente foi acusado dos crimes por uma funcionária que trabalhava há mais de nove anos dentro da entidade. As investigações usaram como base gravações feitas pela vítima, além de relatos dos episódios de assédio.

Outras três pessoas, sendo duas mulheres e um homem, também acusaram o cartola de assedio dentro da CBF. Segundo uma das vítimas relatou à CNN Brasil, ela chegou a sofrer agressões físicas e psicológicas, além do presidente ter tentado beijar e agarrá-la à força por inúmeras vezes.

Com as acusações, Rogério Caboclo foi afastado do cargo e teve o prazo prolongado para que as investigações fossem concluídas. O dirigente precisava que, pelo menos, sete dos 27 representantes das federações votassem a seu favor, mas ele não obteve parecer favorável de nenhum.

Essa é a primeira vez na história da entidade máxima do futebol brasileiro que um presidente foi punido dessa maneira pela Assembleia Geral.

Em tese, Caboclo cumpriria os 21 meses em março de 2023, quando restaria apenas um mês para o fim do mandato. No entanto, ainda restam outras acusações em curso na Comissão de Ética da CBF, além de uma investigação do Ministério Público do Trabalho, contexto que torna praticamente impossível sua volta.

O ex-presidente da Federação Baiana de Futebol (FBF), Ednaldo Rodrigues, segue como presidente em exercício da CBF até o fim da suspensão prevista para Rogério Caboclo.

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