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CRISE NO BAHIA

Rogério Ceni pressionado: é verdade que Grupo City não demite treinador?

Técnico do Bahia vive momento mais delicado no Bahia, sem vencer há 5 jogos

Jair Mendonça Jr
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| Atualizada em

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Rogério Ceni orientando o meia Everton Ribeiro
Rogério Ceni orientando o meia Everton Ribeiro - Foto: Letícia Martins/EC Bahia

A derrota de virada para o Cruzeiro por 2 a 1, na Arena Fonte Nova virou o estopim que se somou ao jejum de cinco jogos sem vencer, eliminação na pré-Libertadores e virtual queda na Copa do Brasil como motivos para o trabalho de Rogério Ceni estar sob o mais duro questionamento dos torcedores desde sua chegada ao Esporte Clube Bahia.

Rogério Ceni deixou o gramado da Fonte Nova após o jogo contra o Cruzeiro ouvindo protesto dos torcedores. Nas redes sociais, a pressão se junta a incerteza da possibilidade de demissão, já que o Grupo City, dono da SAF do Bahia, preza pela longevidade dos treinadores.

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No próprio Bahia, em 2023, o técnico português Renato Paiva chegou a viver uma sequência de 12 jogos sem vencer e não foi demitido. A sua saída aconteceu por um pedido de demissão.

Imagem ilustrativa da imagem Rogério Ceni pressionado: é verdade que Grupo City não demite treinador?
| Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

Os números de Rogério Ceni no Bahia em maio

Rogério Ceni é um dos técnicos mais longevos da Série A, mas o recorte recente assusta o torcedor tricolor:

  • Sequência atual: 5 jogos sem vencer (incluindo derrotas para Flamengo, Cruzeiro e Remo).
  • Copa do Brasil: desvantagem de 3 a 1 contra o Remo (precisa vencer por 3 gols de diferença no Mangueirão nesta semana).
  • Retrospecto geral: cerca de 124 jogos, com aproveitamento de 58,6%.
  • Vínculo: contrato renovado recentemente até dezembro de 2027.

A "galáxia City": 13 clubes sob uma mesma doutrina

Para entender o futuro de Ceni, é preciso olhar para Manchester. O City Football Group (CFG) controla ou tem participação em 13 clubes ao redor do mundo. A estabilidade é o pilar central: enquanto no Brasil a média de permanência de um técnico é de meses, no City a medida é em anos.

Por que o Grupo City demite? O histórico de quedas

Apesar da paciência, o CFG não é imune a demissões de treinadores. O grupo utiliza critérios técnicos que vão além do resultado imediato:

  • Nick Cushing (New York City - 2024): demitido por estagnação competitiva. O grupo entendeu que o elenco parou de evoluir e precisava de uma mentalidade europeia mais agressiva.
  • Eugenio Corini (Palermo - 2024): saída motivada por incompatibilidade tática. O técnico não conseguia aplicar o "estilo City" de posse de bola.
  • Patrick Kisnorbo (Troyes - 2023): demitido após uma sequência que levou o time ao risco de quedas consecutivas de divisão na França.

Manchester City

Pep Guardiola está no cargo há 9 anos e 10 meses (desde julho de 2016). Em 2013, o Grupo City demitiu Roberto Mancini do Manchester City após perder a final da FA Cup e falhar na Premier League. Essa foi a única demissão "agressiva" no clube.

Girona

Míchel Sánchez está no cargo há 4 anos e 10 meses (desde julho de 2021). Dono do clube há quase 10 anos, o Grupo City já demitiu dois treinadores no Girona. Em 2019, Juan Carlos Unzué foi demitido após apenas 12 jogos. No ano seguinte, Josep Lluís Martín foi demitido por resultados ruins na segunda divisão.

New York City

Pascal Jansen está no cargo há 1 ano e 4 meses (desde janeiro de 2025). Nick Cushing (citado acima) foi demitido no final da temporada 2024.

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Mais demissões

Diferente de Manchester City, Girona e New York City, que junto ao Bahia são os principais clubes do conglomerado, o Grupo City tem histórico maior de demissões em Palermo e Troyes, que disputam divisões inferiores de Itália e França, respectivamente.

No Palermo,
Eugenio Corini foi demitido em 2024 após oscilação na Serie B. Seu substituto, Alessio Dionisi, foi demitido em 2025 por não conseguir o acesso. Filippo Inzaghi, atual treinador do clube italiano, está no comando há 11 meses.

No Troyes, o histórico de demissão é grande, com quatro treinadores desligados entre 2021 e 2024. No entanto, o atual técnico, Stéphane Dumont, está no cargo há quase 2 anos.

Infográfico gerado com uso de IA (ChatGPT)
Infográfico gerado com uso de IA (ChatGPT) | Foto: Ilustrativa / Feita com uso de IA

O que diz Rogério Ceni

Em meio à turbulência, o técnico Rogério Ceni quebrou o silêncio após o revés para o Cruzeiro. Em entrevista coletiva após o jogo, Ceni demonstrou compreensão sobre os questionamentos, mas foi enfático sobre sua postura interna.

“Eu não posso me preocupar com isso”, afirmou Ceni sobre o risco de demissão. O treinador destacou que mantém uma rotina exaustiva de trabalho em busca de soluções: "Eu tento, todos os dias, fazer o meu melhor. Não canso de trabalhar, chego cedo e saio tarde todos os dias tentando encontrar alternativas", disse.

Para Ceni, o problema atual ultrapassa a tática. "Emocionalmente o time sente o peso, e isso é visível. Precisamos de um grande resultado para mudar a chave e resgatar a energia que esse time sempre teve", pontuou o comandante, classificando este como o momento mais delicado de sua passagem pelo Esquadrão.

Entrevista coletiva após a derrota de virada para o Cruzeiro
Entrevista coletiva após a derrota de virada para o Cruzeiro | Foto: Catarina Brandão/EC Bahia

"Quarta-feira de Cinzas" no Mangueirão?

Seguindo os critérios do Grupo City, Ceni ainda cumpre o requisito de aderência ao modelo. O técnico tenta implementar o jogo propositivo exigido pela matriz. No entanto, o "gatilho" da demissão no CFG costuma ser a perda de valor dos ativos.

Se o grupo perceber que jogadores caros estão desvalorizando devido ao clima pesado, a proteção institucional pode ruir.

A decisão de manter Rogério Ceni será testada ao limite nesta quarta-feira, 13. Uma eliminação para o Remo — que já goleou o Bahia por 4 a 1 neste ano — seria um golpe inédito na imagem da SAF.

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