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Localização e orçamento são pontos de partida na escolha da moradia

Fatores que impactam o bem-estar, a rotina e a estabilidade financeira são cruciais

Joana Lopes

Por Joana Lopes

28/02/2026 - 3:23 h

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Começar o ano em um novo endereço costuma simbolizar recomeço e, para muita gente, também representa uma das decisões mais importantes da vida adulta. Escolher um apartamento envolve não apenas gosto pessoal ou estética, mas um conjunto de fatores que impactam diretamente o bem-estar, a rotina e a estabilidade financeira ao longo dos anos.

Para o diretor comercial e de marketing da Vila 11, Jorge de Moraes, a decisão deve considerar o imóvel como parte de uma experiência mais ampla de moradia. “Começar o ano no lugar certo é investir em equilíbrio, praticidade e bem-estar. É importante escolher um apartamento que vai além do espaço físico e inclui serviços, gestão e soluções que acompanham as diferentes fases da vida”, afirma.

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O ponto de partida para a escolha do apartamento ideal é a rotina. Morar perto do trabalho, da escola ou do transporte público reduz o tempo de deslocamento e aumenta a qualidade de vida. Também é importante observar a infraestrutura do entorno, como mercados, farmácias, academias, áreas verdes e opções de lazer.

As arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, do escritório Dantas & Passos Arquitetura, destacam que a localização deve ser analisada com cuidado. “Muitas vezes, morar em um bairro com boa mobilidade compensa mais do que um apartamento maior e mais barato em uma região distante”, afirma Danielle. Visitar o imóvel em diferentes horários ajuda a entender ruídos, trânsito e dinâmica da vizinhança.

Antes mesmo de iniciar as visitas, os especialistas recomendam um exercício de autoconhecimento: entender o que se espera do imóvel. Quantas pessoas vão morar no local? Haverá home office? Existe plano de ampliar a família? É preciso área externa ou espaço para pets?

Responder a essas perguntas ajuda a definir o tamanho ideal, a quantidade de quartos e a infraestrutura necessária. Também orienta a escolha entre imóveis mais simples ou condomínios com áreas comuns completas, como academia, coworking e piscina.

A advogada Rafaela Cerqueira passou por esse processo ao comprar seu primeiro apartamento. Em regime de home office, ela priorizou conforto e localização. “Eu buscava um imóvel com fácil acesso a mercado, padaria, academia e transporte público. Isso faz toda a diferença no dia a dia”, conta.

Outro passo decisivo é entender a capacidade financeira antes de se apaixonar por um imóvel. Rafaela começou sua busca a partir de uma simulação de crédito imobiliário. “Eu quis saber quanto poderia dar de entrada, qual seria o valor das parcelas e os custos adicionais, como impostos e cartório. Isso evitou frustrações depois”, relata.

Além do valor do imóvel, é essencial considerar taxas de condomínio, despesas de manutenção e possíveis reformas. “O fator decisivo foi escolher um apartamento com parcela que cabia no meu bolso, sem comprometer minha tranquilidade financeira”, diz.

Durante a visita, especialistas recomendam observar detalhes que vão além da decoração. Iluminação natural, ventilação, isolamento acústico e funcionamento de instalações elétricas e hidráulicas influenciam diretamente o conforto.

A incidência solar, por exemplo, impacta tanto a temperatura do ambiente quanto o consumo de energia. Janelas bem posicionadas e ventilação cruzada contribuem para um espaço mais saudável, evitando mofo e umidade. Também é importante avaliar a possibilidade de reformas e adaptações. Nem todos os imóveis permitem alterações estruturais, o que pode limitar a personalização do espaço.

Os condomínios modernos oferecem cada vez mais comodidades, mas é preciso avaliar se elas fazem sentido para a rotina do morador. Academia, piscina e áreas de lazer agregam valor, mas também aumentam a taxa condominial.

“Morar bem hoje envolve mais do que o espaço privativo, mas é preciso entender se os serviços oferecidos serão realmente utilizados”, afirma Moraes. Conversar com moradores, analisar as regras do condomínio e verificar atas de assembleias pode revelar informações importantes sobre convivência e custos futuros.

Novo ou usado

Já a escolha entre imóvel novo ou usado depende do perfil e do orçamento. Apartamentos novos costumam oferecer plantas mais modernas e menos necessidade de reformas, mas podem ter metragens menores e preços mais altos. Os imóveis antigos tendem a ter espaços maiores e melhor localização, porém exigem investimento em atualização de instalações e acabamentos. O custo dessas melhorias deve ser incluído no planejamento financeiro.

Outro ponto fundamental é verificar a documentação do imóvel. A matrícula permite checar o histórico da propriedade e identificar possíveis pendências judiciais ou financeiras. Também é importante consultar débitos de IPTU e taxas municipais.

A advogada Rafaela Cerqueira alerta ainda para a importância de escolher corretores confiáveis. “No processo de busca, percebi que existem muitas tentativas de golpe. Por isso, é essencial verificar se o profissional é certificado e de confiança”, afirma.

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