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Plataforma baiana reúne 700 influenciadores digitais de todo o Brasil


Francisco Lang, 31, teve uma dessas ideias que, quando ouvimos, vem a pergunta: “Por que ninguém pensou antes?”. O CLVBE (pronuncia-se clube), startup fundada por ele em 2016, une influenciadores digitais e grandes marcas. O conceito é simples – uma empresa deseja fazer uma campanha publicitária, precisa se comunicar com as pessoas, mas não sabe como atingi-las. O CLVBE apresenta o melhor nome para ser porta-voz da marca.
Num momento em que nos relacionamos via redes sociais, o investimento certo para alcançar a audiência não necessariamente é uma celebridade blockbuster. “Se uma marca quiser impactar uma cidade ou região específica, é melhor apostar em pessoas que produzem conteúdos específicos”, diz Lang, que iniciou a startup com influenciadores nordestinos e, hoje, possui um acervo com 700 perfis de todo o Brasil.
Os nomes são escolhidos numa garimpagem manual (visita aos perfis) ou via software (que capta e cruza dados). Após o CLVBE ser selecionado por uma importante aceleradora de negócios da Europa, a Beta-i, com sede em Lisboa, o próximo passo é replicar a ideia em outros países. “Influenciadores são pessoas reais que usam produtos e serviços de verdade. Isso, em qualquer lugar do mundo, gera uma empatia enorme”.
Nascido em São Paulo, mas baiano desde os 12 anos, Lang se especializou em inovação e empreendedorismo pela Universidade de Stanford (EUA) e também assina a estratégia digital da agência de publicidade Tuppi. Sobre os rumos do mercado, uma aposta: “Os microinfluenciadores”, diz. “Um influenciador em escala menor que, de tão próximo, é quase um amigo”.