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ASTRONOMIA

Artemis 2: tempestade solar ameaça segurança de astronautas rumo à Lua

Origem do fenômeno foi uma erupção solar registrada por satélites da NASA

Isabela Cardoso
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O fenômeno é decorrente de uma ejeção de massa coronal (EMC) observada pela Nasa
O fenômeno é decorrente de uma ejeção de massa coronal (EMC) observada pela Nasa -

A jornada histórica da cápsula Orion rumo à órbita lunar encontrou seu primeiro grande desafio técnico e ambiental. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos Estados Unidos, emitiu um alerta de tempestade geomagnética de nível G2 (moderado) válido até o próximo sábado, 4.

A escala vai de G1 (mais fraca) a G5 (extrema). O fenômeno é decorrente de uma ejeção de massa coronal (EMC) observada pela Nasa, que lançou uma poderosa nuvem de partículas carregadas em direção à trajetória da espaçonave.

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Radiação fora da proteção da Terra preocupa

O ponto de atenção é que os astronautas da Artemis II estão viajando além do campo magnético terrestre, uma espécie de “escudo natural” que protege o planeta da radiação solar.

Fora dessa barreira, a exposição aumenta, especialmente em momentos de atividade solar intensa. Segundo especialistas, tempestades desse tipo podem representar riscos à saúde e à segurança da tripulação, dependendo da intensidade.

O que provocou o alerta

A origem do fenômeno foi uma erupção solar registrada por satélites da NASA. O evento liberou uma ejeção de massa coronal (EMC), uma nuvem de partículas carregadas que se desloca em direção à Terra.

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Essas explosões solares são liberações massivas de energia e fazem parte do comportamento natural do Sol. Quando direcionadas ao planeta, podem interferir não apenas no espaço, mas também em sistemas tecnológicos na Terra.

Impactos possíveis na Terra

Mesmo em níveis moderados, como o G2, as tempestades geomagnéticas podem causar efeitos como:

  • Oscilações em redes elétricas
  • Interferências em comunicações por rádio
  • Instabilidade em sistemas de navegação
  • Formação de auroras mais intensas em regiões polares

Entenda as erupções solares

As erupções solares ocorrem com relativa frequência, mas sequências mais intensas em curto período são menos comuns. Elas estão ligadas ao ciclo magnético do Sol, que dura cerca de 11 anos e envolve variações na atividade da estrela.

Esses eventos são classificados por intensidade:

  • Classe X: mais forte, com grande liberação de radiação
  • Classe M: intensidade média
  • Classe C: menor impacto
  • Classes B e A: níveis mais baixos, quase imperceptíveis

Missão histórica segue monitorada

A Artemis II foi lançada na noite de quarta-feira, 1º, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo do foguete Space Launch System.

A missão marca o retorno de astronautas à órbita lunar após mais de 50 anos. Com duração prevista de cerca de 10 dias, a espaçonave Orion seguirá uma trajetória em formato de “oito”, contornando inclusive o lado oculto da Lua.

O percurso utiliza uma rota de “retorno livre”, em que a própria gravidade lunar ajuda a nave a voltar à Terra, sem necessidade de manobras complexas.

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astronomia Ciência estados unidos

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