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Assembleia Francesa debaterá moções de censura contra o governo

Deputados se reúnem nesta quarta a partir das 16h

AFP
Por AFP
Imagem ilustrativa da imagem Assembleia Francesa debaterá moções de censura contra o governo
Foto: Stephane de Sakutin/AFP

Os deputados da Assembleia Nacional Francesa debaterão e votarão na quarta-feira, 4, a partir das 16h (12h00 em Brasília), as moções de censura apresentadas pela esquerda e pela extrema direita contra o governo de Michel Barnier, informaram fontes parlamentares nesta terça-feira,3.

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A menos que aconteça uma mudança da última hora, esperamos que o movimento de censura apresentado pela coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP) seja aprovado com o apoio do Reagrupamento Nacional (RN), de extrema direita.

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A oposição cumpriu a sua ameaça de apresentar estas medidas caso o chefe do governo conservador recorresse a um procedimento parlamentar controverso para aprovar parte do orçamento sem submetê-lo a uma votação na câmara, onde não possui maioria.

A segunda maior economia da União Europeia enfrentou uma crise política desde que o seu presidente, Emmanuel Macron, decidiu, em junho, antecipar as eleições legislativas programadas para 2027, resultando em um Parlamento sem maioria clara.

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Nomeado primeiro-ministro por Macron em setembro, Barnier fez muitas concessões nos últimos dias ao RN, partido com o maior número de cadeiras no Parlamento, para evitar que apoiasse um movimento de censura da esquerda.

Contudo, Marine Le Pen, líder da extrema direita francesa, afirmou na segunda-feira que os seus deputados votarão a favor de todos os movimentos, "independentemente da sua origem".

Se o governo cair, será a primeira moção de censura bem-sucedida desde a derrota do Executivo de Georges Pompidou em 1962, quando Charles de Gaulle era presidente.

O governo de Barnier também seria o mais curto da Quinta República da França, que nasceu em 1958.

A queda do Executivo aprofundaria a crise política no país. Algumas vozes, até mesmo da direita que governa com Macron, consideram que a única saída seria a renúncia do presidente, cujo mandato termina em 2027.

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Tags

Assembleia Nacional Francesa frança Michel Barnier

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