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Ataque americano contra porto no oeste do Iêmen deixa 58 mortos

Estados Unidos começaram a ofensiva contra os huthis sob o governo de Joe Biden

AFP
Por AFP
Washington realiza ataques aéreos quase diariamente desde 15 de março
Washington realiza ataques aéreos quase diariamente desde 15 de março - Foto: AL-MASIRAH TV | AFP

Ao menos 58 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas em um ataque dos Estados Unidos contra um porto de petróleo no oeste do Iêmen controlado pelos rebeldes huthis, informou nesta sexta-feira (18) a imprensa vinculada ao grupo insurgente pró-Irã.

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O Exército dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira a destruição do terminal petrolífero de Ras Issa, no Mar Vermelho, com o objetivo de cortar uma fonte de fornecimento de combustível e de financiamento do grupo pró-Irã.

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Washington realiza ataques aéreos quase diariamente desde 15 de março para tentar acabar com a ofensiva que os huthis efetuam contra navios civis e militares nessas águas cruciais para o comércio mundial.

"O balanço da agressão americana subiu para 58 mártires e 126 feridos", anunciou o canal de televisão dos rebeldes, Al Masirah, que atribuiu a informação às autoridades locais de Hodeida. O balanço anterior registrava 38 mortos e 102 feridos.

Os rebeldes huthis começaram seus ataques no final de 2023, em apoio aos palestinos da Faixa de Gaza em meio à guerra do movimento islamista Hamas e Israel.

Os rebeldes huthis, que controlam amplas partes do país, incluindo sua capital Sanaa, começaram seus ataques no final de 2023, em apoio aos palestinos da Faixa de Gaza em meio à guerra do movimento islamista Hamas e Israel.

Também tentam às vezes atacar diretamente o território israelense, cujo exército anunciou nesta sexta-feira ter interceptado um míssil procedente do Iêmen.

O canal Al Masirah exibiu imagens que mostram corpos ensanguentados no chão e os socorristas transportando feridos em macas.

Outras imagens mostram as chamas intensas e uma densa fumaça que envolve os muitos navios atracados.

O Irã, que apoia os huthis, condenou nesta sexta-feira os bombardeios "bárbaros" e afirmou que constituem uma "violação flagrante dos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas".

O movimento islamista palestino Hamas também denunciou uma "agressão flagrante" e um "crime de guerra".

- Enfraquecer o poder econômico -

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou em um comunicado que "o objetivo dos ataques era enfraquecer a fonte de poder econômico dos huthis".

"As forças americanas tomaram medidas para eliminar esta fonte de combustível para os terroristas huthis apoiados pelo Irã e privá-los das receitas ilegais que financiaram os esforços huthis para aterrorizar toda a região durante mais de 10 anos", acrescenta a nota.

O governo dos Estados Unidos, que classificou em março os huthis como uma "organização terrorista", acusa este grupo de monopolizar as receitas deste porto situado ao norte de Hodeida, uma das cidades mais populosas do Iêmen.

Washington também impôs na quinta-feira sanções contra um banco do Iêmen e seus principais executivos, alegando que fornecem um apoio "essencial" aos huthis.

Na manhã de sexta-feira, o Exército israelense anunciou que interceptou outro míssil procedente do Iêmen.

A ofensiva dos huthis impediu a passagem dos navios pelo canal de Suez, por onde normalmente transitam 12% do tráfego marítimo mundial.

Muitas empresas foram obrigadas a fazer desvios caros para contornar o extremo sul da África.

Os Estados Unidos começaram a ofensiva contra os huthis sob o governo de Joe Biden. O presidente Donald Trump prometeu continuar a ação militar até que os rebeldes deixem de ser uma ameaça para o transporte marítimo.

- "Um sinal" para o Irã -

Os bombardeios contra o porto de Ras Issa aconteceram na véspera de uma reunião entre representantes dos Estados Unidos e do Irã em Roma, no sábado, para abordar o programa nuclear de Teerã.

"As ações militares no Iêmen enviam claramente um sinal a Teerã", afirmou à AFP o analista Mohammed Albasha, que mora nos Estados Unidos.

"A mensagem hoje é inequívoca: os Estados Unidos não miram apenas os recursos militares e os integrantes dos huthis, mas também em sua infraestrutura econômica", acrescentou.

Os insurgentes convocaram manifestações nesta sexta-feira em várias cidades para protestar contra os bombardeios e em sinal de apoio aos palestinos da Faixa de Gaza.

Em Saadah, um reduto dos huthis no norte do país, centenas de pessoas compareceram a um protesto e gritaram "morte aos Estados Unidos, morte a Israel", segundo imagens exibidas pela Al Masirah.

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