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Caneta que evitou tragédia na missão Apollo 11 é leiloada por R$ 4 mi

Objeto usado por Buzz Aldrin para improvisar reparo que garantiu o retorno da missão à Terra

Iarla Queiroz
Por
Caneta usada por Buzz Aldrin
Caneta usada por Buzz Aldrin - Foto: Divulgação / Sotheby's

Uma simples caneta de ponta de feltro, que entrou para a história por ajudar a salvar a missão Apollo 11, foi vendida por US$ 857,6 mil (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual) em um leilão realizado em Nova York, nos Estados Unidos.

O objeto foi utilizado pelo astronauta Buzz Aldrin durante a primeira missão tripulada à Lua e acabou se tornando peça-chave para garantir o retorno da tripulação à Terra. O item foi o principal destaque do leilão de exploração espacial promovido na última quarta-feira, 15, despertando o interesse de cinco compradores.

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Caneta foi decisiva para o retorno da Apollo 11

O episódio aconteceu em 20 de julho de 1969, logo após Neil Armstrong e Buzz Aldrin concluírem a histórica caminhada na superfície lunar.

Ao retornarem ao módulo lunar para iniciar os preparativos da viagem de volta, os astronautas descobriram que o interruptor do disjuntor responsável por acionar o motor de ascensão estava quebrado. Sem ele, seria impossível ligar o equipamento que permitiria deixar a Lua e reencontrar o módulo de comando em órbita.

Depois de comunicar o problema ao Centro de Controle da Missão, em Houston, os astronautas precisaram encontrar uma solução por conta própria, já que o reparo dependia de uma ação manual dentro da cápsula.

Foi então que Buzz Aldrin improvisou: utilizando a ponta de uma caneta de feltro modelo Duro Rocket, ele conseguiu pressionar o mecanismo interno do interruptor danificado, restabelecendo o circuito elétrico e acionando o motor de ascensão.

A solução improvisada permitiu que a Apollo 11 decolasse da superfície lunar e concluísse a missão em segurança.

missão Apollo 11
missão Apollo 11 - Foto: Divulgação / Nasa

Mistério sobre o que causou a quebra

Até hoje, não há uma explicação definitiva sobre como o disjuntor foi danificado.

Ao longo dos anos, Buzz Aldrin apresentou versões diferentes sobre o episódio. Em sua autobiografia Magnificent Desolation, publicada em 2009, o astronauta relembrou o momento em que percebeu o problema e destacou a gravidade da situação.

Já no livro No Dream Is Too High, lançado em 2016, Aldrin admitiu que pode ter sido o responsável pelo incidente ao esbarrar no interruptor com a mochila utilizada durante a caminhada lunar.

Neil Armstrong também comentou o episódio anos depois, afirmando que o colega acabou atingindo justamente o componente responsável por acionar o motor que os levaria de volta à órbita, ressaltando a importância da improvisação que evitou uma tragédia.

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Item fazia parte da coleção pessoal de Buzz Aldrin

Segundo a casa de leilões Sotheby's, a caneta fazia parte da coleção particular de Buzz Aldrin e ainda conserva um pedaço de velcro preso à tampa, utilizado para fixá-la no interior do módulo lunar.

O lote vendido também incluía o interruptor original quebrado e uma carta de autenticidade assinada pelo astronauta. Antes do leilão, a expectativa era de que o conjunto fosse arrematado por um valor entre US$ 800 mil e US$ 1,2 milhão.

Na carta de procedência, Aldrin brincou sobre o episódio ao escrever que acredita que Neil Armstrong tenha quebrado o interruptor, enquanto Armstrong dizia exatamente o contrário.

Hoje, aos 96 anos, Buzz Aldrin é um dos quatro astronautas ainda vivos que caminharam na Lua.

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