PLANTA
Conheça a planta comum que pode produzir substâncias psicodélicas
Experimento científico reacende debate sobre uso do campo na indústria

Uma descoberta recente chama atenção no meio científico e começa a se conectar com o agronegócio. Pesquisadores demonstraram, em laboratório, que uma planta comum pode ser modificada para produzir compostos associados a substâncias psicodélicas, ampliando o debate sobre o papel da biotecnologia no campo.
O estudo foi conduzido com plantas de tabaco, frequentemente utilizadas em experimentos genéticos por sua facilidade de manipulação. A partir disso, os cientistas inseriram genes de diferentes organismos e ativaram processos bioquímicos específicos dentro da planta.
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Como resultado, a cultura passou a produzir substâncias como psilocibina e DMT em ambiente controlado, deixando de ser apenas uma planta agrícola e passando a atuar como uma espécie de biofábrica.
Apesar do avanço, especialistas ressaltam que a descoberta ainda está em fase inicial. Todo o processo foi realizado sob condições laboratoriais rigorosas, e não se trata de uma planta que possa ser cultivada livremente com esse objetivo.
Além disso, em muitos casos, as alterações genéticas não permanecem de forma estável, o que reforça o caráter experimental do estudo. Na prática, trata-se de uma prova de conceito que demonstra o potencial das plantas como plataformas para produção de compostos complexos.
O interesse científico por substâncias psicodélicas também tem crescido nos últimos anos, especialmente em pesquisas voltadas à saúde mental. Nesse contexto, novas formas de produção podem contribuir para o desenvolvimento de terapias mais acessíveis.
Por outro lado, o avanço levanta questões regulatórias importantes. Como essas substâncias são controladas, qualquer aplicação depende de avaliação rigorosa de órgãos competentes, envolvendo também debates éticos.
No agronegócio, a pesquisa reforça uma tendência em expansão: o uso de plantas como biofábricas. Com isso, culturas agrícolas passam a assumir funções que vão além da produção de alimentos.
Esse movimento amplia o papel do campo, que passa a integrar cadeias ligadas à indústria farmacêutica e química, posicionando-se como fornecedor de soluções de maior valor agregado.
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