MUNDO
Cruzeiro é impedido de atracar após suspeita de casos de hantavírus
Medida tem o objetivo de proteger a saúde pública

O cruzeiro MV Hondius não foi autorizado a atracar em Cabo Verde após a morte de três passageiros e a suspeita de um surto de hantavírus. As autoridades anunciaram a medida nesta segunda-feira, 4, com o objetivo de proteger a saúde pública.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o caso como um “evento de saúde pública”, o que gerou um alerta internacional.
Até o momento, foi confirmado um caso de infecção, além de outros cinco passageiros considerados suspeitos. Entre os afetados, três morreram e um segue internado na África do Sul.
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O navio, da empresa Oceanwide Expeditions, transportava 149 passageiros de 23 nacionalidades em uma rota com duração superior a um mês. A viagem pelo Atlântico é conhecida como “Odisseia Atlântica” e inclui paradas em ilhas remotas.
Sobre a investigação
Entre as mortes registradas no navio está a de um passageiro holandês, que morreu no dia 11 de abril. Dias depois, sua esposa também faleceu. O terceiro óbito foi de um passageiro alemão, ocorrido no início de maio.
No dia 27 de abril, um turista britânico de 69 anos foi evacuado por helicóptero e está internado na UTI em Joanesburgo, onde foi identificada a variante do hantavírus.
Outros dois tripulantes apresentaram sintomas respiratórios e precisaram de atendimento médico, mas não houve confirmação de infecção pelo vírus nesses casos.
O que é o hantavírus?
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores. A infecção pode causar doenças respiratórias graves e, embora seja rara, pode ser fatal.
No navio, medidas de contenção já foram adotadas, incluindo isolamento de áreas específicas, reforço na higienização e monitoramento dos passageiros.
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