TENSÃO
Guerra na Ucrânia: trégua de Páscoa expira sob troca mútua de acusações
Cessar-fogo de 32 horas foi marcado por calma relativa e milhares de denúncias de violação

A trégua temporária entre Rússia e Ucrânia por ocasião da Páscoa Ortodoxa expirou oficialmente nesta segunda-feira, 13. O período de 32 horas de cessar-fogo, ordenado por Vladimir Putin e proposto anteriormente por Volodimir Zelensky, terminou com ambos os lados se acusando mutuamente de milhares de violações ao longo dos 1.200 quilômetros da linha de freO Exército ucraniano informou ter registrado mais de 7,6 mil investidas russas durante o período, incluindo o uso de drones kamikaze. Por outro lado, o Ministério da Defesa russo acusou Kiev de quase 2 mil violações, citando ataques de artilharia e tentativas de avanço que teriam sido frustradas.
Impasse territorial e exigências
Apesar da pausa ter permitido que soldados participassem de missas ao ar livre, o cenário diplomático permanece travado. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou qualquer prorrogação da trégua, afirmando que a "operação militar especial" continuará enquanto Zelensky não aceitar as condições de Moscou.
A Rússia exige a retirada total das tropas ucranianas da região de Donetsk e concessões territoriais permanentes — termos que Kiev classifica como capitulação e rejeita categoricamente.
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Redução de bombardeios pesados
Como sinal positivo, o Estado-Maior ucraniano destacou que, durante a trégua, não houve registro de ataques russos com mísseis ou drones de longo alcance do tipo Shahed, que costumam atingir cidades todas as noites.
No entanto, o ceticismo prevalece entre a população e os militares, que veem na pausa uma estratégia russa para reorganização de tropas.
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