O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu aumentar a ofensiva no conflito contra o Irã ao anunciar, neste domingo, 12, o bloqueio total do Estreito de Ormuz, na tentativa de impedir a passagem de navios iranianos.
A medida, que entra em vigor já na segunda-feira, 13, deve trazer novos impactos na economia mundial, atingindo também o Brasil. O portal A TARDE traz explicações técnicas sobre o que pode acontecer no país a partir da decisão de Trump.
O que é o Estreito de Ormuz?
O Estreito de Ormuz é o canal marítimo localizado entre o Irã e o Omã, sendo a ligação do Golfo Pérsico ao Oceano Índico.

O lugar é considerado estratégico, uma vez que cerca de 20% do petróleo e GNL comercializados mundialmente passam pelo canal. Seu bloqueio, portanto, traz uma série de transformações da economia.
Decisão repetida
Antes dos Estados Unidos, o Irã já havia anunciado, ainda em fevereiro, o bloqueio do Estreito, como parte da tática para conflito contra a Casa Branca e Israel.
A posição iraniana já vem causando, desde então, alterações na economia, como a alta do preço do petróleo a nível internacional. Além disso, matérias-primas também são transportadas por embarcações no mesmo canal.
Impactos no Brasil
Economista, professor e consultor de economias e finanças, Antônio Carvalho explicou, em entrevista ao portal A TARDE, os impactos do fechamento do canal para o Brasil e sua economia.
No primeiro momento será uma continuidade do cenário atual, pois o fechamento continuará restringindo o escoamento do petróleo e contribuindo para a alta dos preços
Com o aumento do preço internacional do petróleo, há uma tendência, segundo o economista, de uma alta nos valores dos seus derivados, o que chegará ao Brasil. Uma das consequência é a subida dos combustíveis, além da inflação.
"O aumento do preço internacional do petróleo resulta no aumento dos preços de seus derivados no mundo inteiro e, no Brasil esse aumento, além do impacto direto no preço dos combustíveis e dos transportes, resulta em inflação, considerando-se que todos os bens e serviços produzidos utilizam combustíveis para serem produzidos e distribuídos, ou seja, os combustíveis puxam os preços de todos os produtos, mercadorias e serviços", explicou ao portal A TARDE.
Efeito contrário
Caso a estratégia de Trump funcione e resulte no fim do conflito com o Irã, que não cedeu às negociações até o momento, o Brasil só sentirá os impactos positivos da abertura do Estreito de Ormuz e normalização do preço do petróleo a médio prazo.
"Se a estratégia funcionar conforme expectativa do Trump e culminar com o fim do conflito, a reabertura do estreito e a normalização do preço do petróleo, só no médio prazo sentiremos o efeito aqui no Brasil", pontuou o economista, que reforçou sua análise.
"Quando digo “medio prazo” é baseado na experiência histórica que temos que os preços aumentam rápido e reduzem bem devagar, logo, se o conflito acabar imediatamente, levaremos alguns meses para retornarmos aos patamares de preços anteriores", explicou.
Decisão de Trump
O presidente Donald Trump se manifestou nas redes sociais, neste domingo, 12, e anunciou sua determinação de bloqueio do Estreito de Ormuz, por parte da Marinha dos Estados Unidos.
"Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu o presidente americano.
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