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TENSÃO

Guerra no Líbano: Israel invade Khiam e bombardeios deixam 11 mortos

Hezbollah revida com drones contra polo aeroespacial no centro de Israel

AFP e Redação

Por AFP e Redação

04/03/2026 - 11:52 h

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Fumaça sobe do bombardeio israelense na vila de Khiam, no sul do Líbano
Fumaça sobe do bombardeio israelense na vila de Khiam, no sul do Líbano -

A guerra no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta quarta-feira, 4. No quinto dia de confrontos diretos, bombardeios israelenses mataram pelo menos 11 pessoas no Líbano, enquanto o Exército de Israel (IDF) expandiu sua ofensiva terrestre ao entrar na localidade de Khiam, situada a cerca de seis quilômetros da fronteira.

O conflito escalou rapidamente desde segunda-feira, após o Hezbollah lançar ataques massivos para "vingar" a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, Israel agora exige o desarmamento total do grupo e a evacuação completa da área entre a fronteira e o rio Litani.

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Ataques no coração de Israel e Beirute

O Hezbollah demonstrou nesta quinta-feira um aumento em seu alcance bélico. O grupo reivindicou ataques com drones contra indústrias aeroespaciais no centro de Israel — o alvo mais distante da fronteira atingido até o momento. Mísseis de precisão também foram disparados contra bases militares no norte do território israelense.

Em Beirute, os bombardeios de Israel atingiram zonas que não integram os redutos tradicionais do Hezbollah:

  • Aramun e Saadiyat: Zonas residenciais onde ataques deixaram seis mortos e oito feridos.
  • Hazmieh: Bairro cristão próximo ao palácio presidencial, onde um hotel foi destruído.
  • Baalbek: No leste, um edifício de quatro andares desabou, deixando cinco mortos e 15 feridos.

Crise humanitária e deslocados

A ofensiva já provoca um rastro de destruição civil. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, pelo menos 50 pessoas morreram e centenas ficaram feridas desde o início da semana. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a morte de três socorristas durante explosões no distrito de Tiro, no sul.

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Até o momento, as autoridades libanesas estimam que a guerra já provocou o deslocamento de mais de 58 mil pessoas. O Exército israelense afirma que manterá a intensidade dos ataques até garantir a segurança de sua fronteira norte e a neutralização total das capacidades militares do movimento pró-iraniano.

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  • Equipes de resgate em meio aos destroços que cobrem uma rua após um ataque no subúrbio de Beirute
  • Escavadeira e trator removem os escombros no Vale do Bekaa, no Líbano
  • Helicóptero de ataque AH-64 Apache da Força Aérea Israelense dispara foguetes na fronteira entre o norte de Israel e o sul do Líbano
  • Bombeiros combatem um incêndio no local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo o bairro de Haret Hreik
  • Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense que atingiu o bairro de Haret Hreik
  • Bombeiros combatem um incêndio no local de um ataque aéreo israelense que atingiu o bairro de Haret Hreik
  • Um homem está sentado sobre os escombros de um prédio que foi alvo de um ataque aéreo israelense no dia anterior, na cidade costeira de Sidon, no sul do Líbano
  • Marinheiros em pé na fragata grega Psara, atracada em um porto em Limassol
  • França implantará sistemas antimísseis e antidrones no Chipre, informou o governo da ilha mediterrânea

Mapa da Crise: Pontos Críticos do Confronto

1. O Avanço Terrestre (Sul do Líbano)

  • Khiam: Localidade estratégica a 6 km da fronteira. É o ponto onde as tropas israelenses realizaram a incursão terrestre mais profunda nesta quarta-feira (4).
  • Distrito de Tiro: Alvo de bombardeios intensos onde foi confirmada a morte de três socorristas da OMS.
  • Linha do Rio Litani: Israel emitiu ordens de evacuação total para as comunidades situadas entre a fronteira e este rio, sinalizando a criação de uma "zona de exclusão" militar.

2. Alvos em Beirute (Capital)

  • Hazmieh: Bairro de maioria cristã, próximo ao palácio presidencial e embaixadas. Um hotel foi atingido, marcando a expansão dos alvos para além das áreas xiitas.
  • Aramun e Saadiyat: Zonas residenciais ao sul da capital, fora dos redutos do Hezbollah, onde ocorreram 6 das 11 mortes do dia.
  • Periferia Sul (Dahiyeh): Reduto tradicional do Hezbollah que sofreu ataques em série após ordens de evacuação, atingindo inclusive áreas próximas a hospitais.

3. O Leste e a Fronteira Norte (Interior)

  • Baalbek: Cidade milenar no Vale do Beqaa. Um edifício de quatro andares foi destruído, deixando 5 mortos. A região é considerada uma importante base logística do Hezbollah.

4. Contraofensiva do Hezbollah (Alvos em Israel)

  • Centro de Israel: Ataque inédito com drones contra indústrias aeroespaciais (alvo mais distante da fronteira até agora).
  • Haifa: Ataque contra a base naval em represália aos bombardeios em Beirute.
  • Norte de Israel: Disparos de "mísseis de precisão" contra bases militares de fronteira.

Resumo Humanitário

  • Deslocados: +58.000 pessoas.
  • Vítimas Totais (desde segunda): 50 mortos e 335 feridos (dados parciais).

Qual é a causa do recente aumento de conflitos no Oriente Médio?

A escalada de conflitos começou com ataques massivos do Hezbollah em resposta à morte do líder iraniano Ali Khamenei, o que levou Israel a ampliar suas ofensivas e exigir o desarmamento do grupo.

Quais áreas estão sendo mais afetadas pelos bombardeios israelenses?

Os bombardeios têm afetado principalmente Beirute e áreas ao sul do Líbano, como Aramun e Saadiyat, além da localidade estratégica de Khiam, onde Israel avançou com suas tropas.

Qual é a situação humanitária no Líbano devido aos conflitos?

A crise humanitária é grave, com mais de 58 mil pessoas deslocadas e cerca de 50 mortes confirmadas, além de centenas de feridos desde o início da ofensiva.

Quais são os principais alvos dos ataques do Hezbollah contra Israel?

O Hezbollah tem usado drones e mísseis de precisão para atacar indústrias aeroespaciais no centro de Israel e bases militares ao norte, aumentando assim seu alcance bélico.

O que Israel está fazendo para garantir a segurança de sua fronteira?

Israel intensificou seus ataques e exige a evacuação total das comunidades entre a fronteira e o rio Litani, estabelecendo uma zona de exclusão militar para garantir a segurança regional.

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