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IA assusta governo e provoca mudança no governo de Trump

Novo decreto prevê testes voluntários de segurança e cria centro de monitoramento

Isabela Cardoso
Por
Presidente Donald Trump
Presidente Donald Trump - Foto: Joyce N. Boghosian

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira, 2, um decreto que prevê maior supervisão sobre os sistemas mais avançados de inteligência artificial (IA) no país.

A medida busca reforçar a segurança digital e marca uma mudança na postura do governo, que até então vinha adotando uma linha mais resistente à regulamentação do setor.

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O texto estabelece mecanismos para que empresas de tecnologia submetam voluntariamente seus modelos de IA a avaliações de segurança antes do lançamento. A proposta foi construída em conjunto com gigantes do setor, como Google, OpenAI e Anthropic.

Apesar disso, o decreto deixa claro que não haverá controle prévio obrigatório do governo sobre os novos sistemas desenvolvidos pelas empresas.

Mudança de posição

A decisão representa uma inflexão na política adotada por Trump desde o início de seu mandato. Parte de seus aliados defendia a ausência de regras para acelerar a inovação e preservar a competitividade dos Estados Unidos diante da China.

O debate ganhou força após o desenvolvimento do Mythos, modelo criado pela Anthropic que chamou atenção por sua capacidade de identificar vulnerabilidades em sistemas digitais utilizados por bancos, hospitais e órgãos governamentais. Diante dos riscos apontados, a empresa decidiu não disponibilizar a tecnologia ao público.

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O episódio intensificou as discussões sobre os impactos da inteligência artificial na segurança cibernética e aumentou a pressão por medidas de monitoramento.

Centro de segurança em IA

Pelas novas regras, o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) deverão criar um centro de coordenação voltado à segurança digital em inteligência artificial.

O grupo atuará em parceria com empresas privadas e operadores de infraestruturas críticas para identificar vulnerabilidades em sistemas digitais e definir prioridades para correções e proteção de redes.

Kent Walker, presidente de Assuntos Globais do Google, classificou a medida como um passo importante para ampliar as ferramentas de defesa contra ameaças virtuais.

Diferenças em relação a Biden

A estratégia adotada por Trump mantém semelhanças com iniciativas do ex-presidente Joe Biden. Em 2023, Biden assinou um decreto que exigia o compartilhamento de resultados de testes de segurança realizados pelas empresas de IA.

Ao retornar à Casa Branca, Trump revogou a medida por considerá-la excessivamente restritiva para o setor tecnológico.

Agora, a nova versão retoma parte da proposta, mas de forma voluntária. As empresas poderão encaminhar seus modelos para análise antes da liberação ao mercado, sem obrigação legal de fazê-lo.

Disputa com a China influenciou decisão

Uma versão preliminar do decreto chegou a ser preparada para assinatura em maio, mas foi retirada poucas horas antes por determinação de Trump.

Na ocasião, o presidente afirmou que alguns pontos poderiam prejudicar a liderança americana na corrida tecnológica contra a China.

O episódio expôs divergências dentro do governo entre defensores de mecanismos de supervisão e integrantes que rejeitam qualquer tipo de regulação sobre inteligência artificial.

A versão final manteve praticamente todo o conteúdo original, mas reduziu de 90 para 30 dias o prazo previsto para a análise voluntária dos novos modelos.

Segundo David Sacks, ex-assessor da Casa Branca para inteligência artificial, a mudança busca acelerar o desenvolvimento tecnológico diante da crescente competição internacional.

“Na corrida pela IA, cada dia conta”, afirmou.

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Tags

estados unidos Inteligência Artificial tecnologia

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