POLÍTICA
Lula reage a tarifaço e aposta em recuo de Donald Trump
Em reunião ministerial, presidente afirmou ter sido pego de "surpresa" com proposta dos EUA


O presidente Lula (PT) afirmou, nesta quarta-feira, 3, durante reunião ministerial, em Brasília, esperar que o presidente dos EUA, Donald Trump, volte atrás na proposta de aplicar um novo tarifaço de 25% ao Brasil.
No encontro, além de afirmar não ter sido comunicado oficialmente pela Casa Branca — ele revelou surpresa com o anúncio —, disse que o Brasil "não pode aceitar" o tratamento que os Estados Unidos deram ao país.
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"Na última reunião, quando eu estive lá [...] tivemos uma conversa com o Trump de três horas, e entregamos os assuntos que o Brasil quer discutir. Na hora da relação comercial, houve uma divergência entre o meu ministro e o ministro do comércio deles, eu propus ao Trump: 'Já que não tem acordo entre os dois ministros, vamos dar trinta dias para que eles se entendam'".
"Não se concluiu nada. Por isso, a nossa surpresa com a decisão de mais um comunicado, de mais uma taxação com relação ao Brasil", prosseguiu.
Críticas a Flávio
Na ocasião, sem citar o pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula disse que há um "imbecil" que não percebe que medidas como a taxação de produtos brasileiros vão prejudicar o país, e não um adversário nas urnas.
"O que é mais triste é que tem brasileiros — que eu não vou citar nomes aqui — brasileiros fomentando essa briga, na perspectiva de que ele vai prejudicar uma candidatura à Presidência da República. Mas o que um imbecil desses não percebe é que quem é prejudicado é o povo, não o Lula", disse.
"Ou seja, pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura, ou de levar vantagem, é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome, a não ser dizer: em qualquer outro mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria. É o que eles fizeram, não tem explicação", prosseguiu.


