NEGOCIAÇÕES
Governo Lula vê pressão por acordo em tarifaço de 25% dos EUA
Gestão do presidente Donald Trump indica aplicar nova taxa de 25% sobre produtos brasileiros


O Palácio do Planalto estima que o que está por trás do novo tarifaço de 25%, a ser aplicado pelo governo dos EUA sobre produtos brasileiros, é a busca de uma melhor posição em negociação de produtos específicos.
Para membros do governo Lula, os americanos usam a ameaça para negociar em melhor posição as tarifas impostas pelo Brasil a produtos como o etanol americano, segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
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O produto foi citado pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no relatório em que o órgão defende aplicação de tarifas sobre mercadorias brasileiras para punir práticas “irrazoáveis”.
No documento, o órgão argumenta que o Brasil interrompeu, desde 2017, de forma abrupta, o tratamento tarifário equilibrado aplicado ao etanol e que, desde então, não oferece reciprocidade às exportações do combustível americano.
Pressão sobre o milho
Além disso, membros do Palácio do Planalto avaliam que a gestão Trump também estaria usando o tarifaço para pressionar em negociações sobre o milho, produto em que Brasil e EUA competem no mercado internacional.
No mesmo relatório, o órgão cita que áreas desmatadas ilegalmente no Brasil seriam utilizadas para atividades agropecuárias, como pecuária e produção de milho e soja.
Para ministros palacianos, o governo Trump quer melhores condições nas negociações em busca de boas notícias para o público interno em um ano de eleições para o Congresso Nacional americano.
O tarifaço já está valendo?
Apesar da movimentação, a nova taxa proposta ainda não está valendo. Pela legislação norte-americana, a investigação precisa passar por consultas públicas. O prazo final para o governo Trump decidir se aplica ou não as tarifas é 15 de julho de 2026.


