CRISE
Irã ameaça cortar exportações do Golfo após avisos dos EUA
Tensões entre Washington e Teerã disparam alerta para crise econômica mundial

O Irã afirmou nesta terça-feira, 10, que pode impedir a exportação de petróleo do Golfo em meio à intensificação do conflito com Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita após ameaças de novos ataques militares por parte de Washington.
Segundo autoridades iranianas, as forças armadas do país não permitirão que o petróleo da região seja exportado para países considerados hostis enquanto o conflito continuar.
A advertência aumenta a tensão internacional e reforça preocupações sobre impactos no mercado global de energia.
Irã lança novos ataques com mísseis
O governo iraniano anunciou também uma nova ofensiva militar, com disparo de mísseis contra alvos em Tel Aviv e posições ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio.
A escalada ocorre após ataques realizados por forças americanas e israelenses contra o Irã em 28 de fevereiro, que provocaram uma série de retaliações.
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Desde então, alvos energéticos na região do Golfo passaram a ser atingidos, ampliando o risco de interrupção no fornecimento de petróleo.
Refinaria nos Emirados é atingida por drones
Uma refinaria localizada em Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, chegou a ser fechada após um ataque com drones. Testemunhas relataram explosões no complexo industrial e a evacuação de trabalhadores do local.
Apesar do incidente, autoridades locais afirmaram que não foram registrados danos estruturais graves nas instalações.
Preço do petróleo reage ao conflito
A intensificação da guerra já começou a impactar o mercado internacional de energia. O preço do petróleo registrou forte alta na segunda-feira, 9, antes de se estabilizar parcialmente nesta terça.
Analistas alertam que a continuidade do conflito pode provocar instabilidade econômica global, especialmente se houver interrupção significativa nas exportações de petróleo da região.
Diante do cenário, a Agência Internacional de Energia convocou uma reunião extraordinária para avaliar a possibilidade de uso de estoques estratégicos de hidrocarbonetos.
EUA prometem ampliar ataques
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que esta terça-feira poderia marcar “o dia mais intenso” de ataques contra o Irã desde o início da escalada militar.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também adotou um tom duro e prometeu intensificar as ações militares contra o regime iraniano.
Já o presidente americano Donald Trump mencionou a possibilidade de o conflito terminar rapidamente, mas sem apresentar detalhes sobre negociações ou acordos.
Tensão cresce dentro do Irã
Em Teerã, moradores relataram explosões ao longo do dia e presença de forças armadas nas ruas. Comércios, escolas e repartições públicas permaneceram fechados em várias áreas da cidade.
As comunicações com o exterior também enfrentam restrições. Enquanto isso, autoridades iranianas mantêm o discurso de resistência e prometem responder aos ataques.
O presidente do Parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, declarou que o país dará uma resposta “olho por olho, dente por dente” às ofensivas contra infraestruturas iranianas.
Conflito se espalha pela região
A tensão já se estende para outros países do Oriente Médio. Kuwait e Arábia Saudita informaram que interceptaram drones em seus territórios, enquanto Bahrein registrou duas mortes após um ataque contra um prédio residencial.
No Líbano, forças israelenses continuam a ofensiva contra o grupo Hezbollah, conflito que já provocou centenas de milhares de deslocados, segundo autoridades locais.
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