ALERTA
Irã fecha estreito de Ormuz e ameaça alvejar navios na região
Embarcações que tentarem cruzar hidrovia estratégica correm risco de atingir minas navais


A divisão naval da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) emitiu um alerta urgente neste sábado, 20, ordenando que todas as embarcações comerciais e militares se afastem imediatamente do Estreito de Ormuz.
A medida militar ocorre poucas horas após o regime de Teerã declarar formalmente o fechamento da hidrovia, uma das rotas de escoamento de petróleo mais importantes do mundo.
De acordo com um correspondente da emissora estatal iraniana IRIB, as forças navais da IRGC passaram a transmitir mensagens de rádio contínuas e a fazer contatos diretos com os comandantes das embarcações que já se encontravam na área de segurança.
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O tom das transmissões é de ameaça explícita: a Marinha iraniana advertiu que qualquer navio que tentar forçar a passagem pelo estreito poderá colidir com minas navais ou ser alvejado pelas forças de defesa do país.
O impacto do anúncio foi imediato na navegação regional. De acordo com a IRIB, o tráfego de navios no Golfo Pérsico, que já registrava desaceleração, ficou "ainda mais leve" no final da tarde de hoje.
Acordo
O fechamento do estreito expõe uma grave lacuna diplomática no recente memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã, documento que omitiu se o regime de Teerã manteria ou não o controle soberano sobre a hidrovia.
Pelo desenho atual das negociações, as embarcações estrangeiras teriam direito à livre navegação por um período de apenas 60 dias, prazo em que o Irã e os países vizinhos do Golfo devem costurar um novo tratado de passagem — o que, na prática, pode dar a Teerã a prerrogativa legal de cobrar taxas de circulação.
A ação militar iraniana deste sábado desafia diretamente a postura de Washington. No início desta semana, o presidente Donald Trump havia garantido publicamente que o Estreito de Ormuz permaneceria totalmente aberto e "sem custos de navegação durante os primeiros 60 dias e depois disso", uma previsão que agora é confrontada pelo bloqueio e pelas ameaças de retaliação armada por parte de Teerã.


