MUNDO
Irã volta a fechar Estreito de Ormuz após bloqueio naval dos EUA
Fechamento reacende tensão e afeta rota global de petróleo

O Irã anunciou neste sábado, 18, o novo fechamento do Estreito de Ormuz, poucas horas após permitir uma reabertura parcial da via. A decisão foi tomada em resposta à manutenção do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.
A breve retomada da circulação, na sexta-feira, 17, havia gerado reações positivas no mercado financeiro e alimentado expectativas de avanço nas negociações diplomáticas. Em Washington, o presidente Donald Trump chegou a afirmar que um entendimento entre os dois países estaria próximo.
Irã endurece discurso e retoma controle
Segundo autoridades iranianas, a liberação inicial do tráfego foi um gesto de “boa-fé”, permitindo a passagem limitada de navios comerciais. No entanto, o governo acusa os Estados Unidos de manterem ações consideradas hostis, mesmo durante o processo de negociação.
Em comunicado, as Forças Armadas iranianas informaram que a situação voltou ao estágio anterior, com controle rigoroso sobre o estreito. A medida interrompe novamente uma rota por onde passava cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes do conflito.
Movimento reduzido e impacto imediato
Dados de monitoramento marítimo indicaram que o fluxo de embarcações permaneceu baixo durante a curta reabertura. Poucos navios cruzaram a região, e parte deles chegou a alterar a rota diante da incerteza. Um dos registros foi a travessia de um cruzeiro sem passageiros, algo incomum desde o início da guerra.
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Antes da escalada do conflito, a região registrava intenso tráfego diário, com dezenas de embarcações atravessando o estreito.
Bloqueio e pressão militar dos EUA
Os Estados Unidos mantiveram a posição de não flexibilizar o bloqueio aos portos iranianos enquanto as negociações não avançarem. Autoridades militares americanas afirmaram que diversas embarcações já foram obrigadas a retornar desde o início das restrições.
No Irã, setores mais conservadores criticam qualquer tentativa de distensão sem contrapartidas, como o fim das sanções econômicas.
Diplomacia em movimento no Oriente Médio
Apesar do aumento da tensão, negociações seguem em curso. O governo americano afirma que há avanços em pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, versão que é contestada por Teerã.
Outros países também intensificaram a atuação diplomática. O Paquistão, por exemplo, realizou visitas estratégicas à região em busca de uma solução negociada.
Trégua no Líbano e cenário ainda instável
No Líbano, outra frente do conflito, a trégua entre Israel e o grupo Hezbollah permitiu o retorno de parte da população deslocada. Ainda assim, a presença militar israelense na região e as declarações de continuidade das operações mantêm o cenário de incerteza.
Lula critica uso de redes em meio a conflitos
Durante agenda internacional na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a condução de conflitos por meio de redes sociais e defendeu maior articulação internacional.
Sem citar diretamente líderes, Lula afirmou que ameaças públicas contribuem para o aumento das tensões globais e reforçou a importância de mecanismos multilaterais para a resolução de crises.
O novo fechamento do Estreito de Ormuz reforça o impacto global da crise, com reflexos diretos no mercado de energia, na segurança marítima e nas articulações diplomáticas em andamento.
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