Busca interna do iBahia
HOME > MUNDO

CRISE NA ARGENTINA

Milei veta lei de orçamento universitário e provoca onda de protestos

Manifestantes lotam a Praça de Maio sob o lema “Milei cumpra a lei”; governo mantém política de ajuste fiscal

Redação e AFP
Por Redação e AFP
Estudantes universitários e trabalhadores marchando em protesto na Plaza de Mayo
Estudantes universitários e trabalhadores marchando em protesto na Plaza de Mayo -

A Praça de Maio, em Buenos Aires, foi palco nesta terça-feira, 12, de uma das maiores mobilizações contra o governo de Javier Milei desde sua posse. Dezenas de milhares de estudantes, professores e funcionários marcharam para protestar contra os novos cortes orçamentários no ensino superior e na saúde

. Sob o lema “Milei cumpra a lei”, o movimento exige o financiamento do sistema universitário e a atualização dos recursos com base na inflação, em meio a uma crise que já paralisou faculdades e ameaça colapsar hospitais universitários.

Tudo sobre Mundo em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Impasse entre o Congresso e o Executivo

A mobilização, intitulada Marcha Universitária Federal, é a quarta do gênero desde dezembro de 2023. O estopim para o novo protesto foi a publicação de alterações orçamentárias que aprofundam o ajuste fiscal do governo. Embora o Congresso tenha aprovado uma legislação que obriga o governo a garantir verbas para as universidades, Milei vetou a medida.

Após o veto ser derrubado pelos parlamentares, o governo recorreu à Suprema Corte, alegando que a lei fere a política de equilíbrio fiscal, e afirma que a única norma a ser seguida é a do orçamento atual.

/ 3
  • Estudantes universitários e trabalhadores marcham para participar de um protesto na Plaza de Mayo contra as políticas do governo de Javier Milei em Buenos Aires
  • Estudantes universitários e trabalhadores participam de um protesto contra as políticas do governo de Javier Milei
  • Uma mulher segura uma faixa com os dizeres "Eles têm medo das pessoas instruídas" em um vagão do metrô

Impacto no dia a dia acadêmico

Os efeitos do arrocho financeiro já são visíveis nas instituições. Sindicatos denunciam uma queda de 40% nos salários docentes, resultando em renúncias em massa. Na Universidade de Buenos Aires (UBA), a Faculdade de Ciências Exatas está em greve há três meses, enquanto funcionários administrativos relatam perdas severas no poder de compra.

Leia Também:

MUNDO

Trem-bala por baixo do mar promete ligar cidades em apenas 40 minutos
Trem-bala por baixo do mar promete ligar cidades em apenas 40 minutos imagem

POLÍTICA

Apelidado de “Satanás”, míssil nuclear russo entra na reta final para operação militar
Apelidado de “Satanás”, míssil nuclear russo entra na reta final para operação militar imagem

PETRÓLEO

Em meio à Guerra do Irã, Petrobras registra queda de 7% nos lucros
Em meio à Guerra do Irã, Petrobras registra queda de 7% nos lucros imagem

"Estou aqui para defender a educação pública", afirmou Renata López, estudante de 18 anos, ecoando o sentimento de cartazes que diziam "os ignorantes querem que sejamos ignorantes".

A resposta do Governo

O subsecretário de Políticas Universitárias, Alejandro Álvarez, minimizou o caráter técnico das reivindicações, afirmando que a marcha é "fortemente influenciada pela política".

O governo mantém a postura de que o equilíbrio das contas públicas é inegociável, mesmo diante das denúncias de que hospitais ligados às universidades estão à beira do colapso por falta de insumos e manutenção.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Argentina Educação Javier Milei

Relacionadas

Mais lidas