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TERRA EM RISCO

Nasa monitora asteróide de 67 metros que está em rota de colisão com a Terra

Previsão é que corpo celeste passe perto do planeta na próxima segunda-feira, 28

Redação
Por Redação
Asteróide tem 67 metros de diâmetro, o que equivalente a um prédio com mais de 20 andares
Asteróide tem 67 metros de diâmetro, o que equivalente a um prédio com mais de 20 andares - Foto: Reprodução ESA

Um asteróide de 67 metros de diâmetro, equivalente a um prédio com mais de 20 andares, que está em rota de aproximação com a Terra, está sendo monitorado pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, a Nasa. De acordo com a agência espacial norte-americana, o 2025 OW passará perto do planeta na próxima segunda-feira, 28.

O corpo celeste deve passar a uma distância de aproximadamente 632 mil quilômetros da Terra. Astrônomos classificam o evento como quase colisão. Além de chamar atenção pelo tamanho, o asteróide também surpreende pela a agilidade — ele se desloca a uma velocidade de 75.639 km/h.

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Asteróides do Sistema Solar
Asteróides do Sistema Solar - Foto: Reprodução ESA

Embora a notícia desperte preocupação, os cientistas da agências espacial afirmam que o encontro entre a Terra e outros asteroides é mais rotineiro do que se imagina. A Nasa ressalta que se, caso o 2025 OW atingisse alguma zona urbana, ele provavelmente provocaria danos estruturais leves.

“Aproximações acontecem o tempo todo — é apenas parte da estrutura do Sistema Solar”, explica o especialista em asteróides Davide Farnocchia, do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês) da Nasa, em entrevista ao site norte-americano ABC News.

Asteróides monitorados pela Nasa

  • Bennu: asteroide tem 490 metros de diâmetro e pode colidir com a Terra no século 22.
  • Apophis: era considerado uma ameaça significativa devido a possíveis impactos entre 2029 e 2036, mas análises posteriores descartaram essas possibilidades.
  • 2024 YR4: tinha a probabilidade de acertar a Terra em 2032, porém, um novo um novo cálculo feito pela Nasa mostra que o asteroide agora pode estar em rota de colisão com a Lua.
  • 2011 UL21: o asteroide conhecido como “assassino de planetas” também orbita o Sol e, em junho de 2024, passou perto da Terra.
  • 1950 DA: apresenta chance extremamente baixa de colisão em 2880, mas ainda assim é acompanhado.
  • 2007 FT3: é monitorado devido à sua órbita, que o traz relativamente próximo à Terra.
  • 1979 XB: é acompanhado de perto por sua trajetória que cruza a órbita terrestre, tornando-o um objeto de interesse para a defesa planetária.
  • 2023 DW: foi descoberto em 2023 e apresentou uma pequena chance de impacto em 2046, mas observações reduziram significativamente essa probabilidade.
  • 2002 NV16: não representa ameaça iminente, porém passou próximo à Terra em outubro de 2024.

Estratégias para prevenir colisões com a Terra

O impacto de um grande asteróide na Terra pode ser devastador, semelhante ao evento que levou à extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Um incidente como esse provocaria consequências severas, incluindo incêndios florestais, tsunamis e alterações climáticas extremas. Por isso, é fundamental manter um monitoramento constante.

Cientistas estão explorando métodos para desviar ou destruir esses corpos celestes, garantindo a segurança do nosso planeta caso um asteróide se aproxime o suficiente para ser considerado uma ameaça.

“Existem técnicas como o impacto cinético — onde uma nave colide com o asteróide para mudar sua trajetória — e o desvio gravitacional, que utiliza a gravidade de uma sonda para alterar sua órbita. A Nasa já testou com sucesso a missão Dart, que conseguiu modificar a trajetória de um asteróide”, explicou o professor de geografia Rodrigo Otávio Mendes, do Colégio Católica Brasília, em uma entrevista anterior ao Metrópoles.

Na missão Dart, uma nave colidiu intencionalmente com o asteróide Dimorphos, que possui cerca de 160 metros de diâmetro, a uma velocidade de 24 mil km/h. O impacto conseguiu alterar a órbita do asteróide, mas surpreendentemente gerou um impulso maior do que o esperado, mostrando que os pesquisadores precisam considerar também fatores dinâmicos desconhecidos ao realizar esse tipo de missão.

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