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Netanyahu demite chefe da segurança interna de Israel

Ronen Bar era um dos poucos oficiais superiores de segurança a permanecer no cargo, desde o ataque de 7 de outubro

Redação
Por Redação
Netanyahu acusou Argaman de chantagem e apresentou queixa na polícia
Netanyahu acusou Argaman de chantagem e apresentou queixa na polícia - Foto: Tobias Schwarz | AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou neste domingo, 16, ao chefe da agência de segurança interna do país que pedira a destituição do mandatário do Shin Bet.

“Devido à contínua falta de confiança, decidi apresentar uma proposta ao governo para encerrar o mandato de Ronen Bar", anunciou o primeiro-ministro de Israel em um comunicado.

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O Shin Bet é responsável pela vigilância dos grupos militantes palestinianos. Recentemente, aquela organização publicou um relatório em que assume a responsabilidade pelas suas falhas no ataque de 07 de outubro.

Mas no mesmo documento também criticou Netanyahu, afirmando que políticas governamentais falhadas ajudaram a criar o clima que levou ao ataque.

As tensões aumentaram este fim de semana, quando o antecessor de Bar, Nadav Argaman, disse que divulgaria informações sensíveis sobre Netanyahu se se descobrisse que o primeiro-ministro tinha violado a lei.

Netanyahu acusou Argaman de chantagem e apresentou queixa na polícia.

O Shin Bet não comentou até agora o anúncio de Netanyahu.

Netanyahu tem resistido aos apelos para a criação de uma comissão oficial de inquérito sobre o atentado de 07 de outubro e tem tentado culpar o exército e as agências de segurança pelas falhas.

Nos últimos meses, vários altos responsáveis pela segurança, incluindo um antigo ministro da Defesa e um chefe do exército, foram despedidos ou forçados a demitir-se.

Desde o ataque de 7 de outubro, Bar foi um dos poucos oficiais superiores de segurança a permanecer no cargo.

O primeiro-ministro israelita disse hoje que a sua desconfiança em relação ao chefe do Shin Bet tinha aumentado ao longo do tempo, e que a remoção de Bar do seu cargo ajudaria Israel a "atingir os seus objetivos de guerra e evitar o próximo desastre".

Se Bar for afastado, espera-se que Netanyahu nomeie alguém da sua confiança para o seu lugar, abrandando a dinâmica da comissão de inquérito.

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