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Nova pandemia? Dois vírus de origem animal preocupam especialistas

Agentes chamam a atenção para os riscos à saúde humana

Agatha Victoria Reis
Por
Dois vírus de origem animal preocupam especialistas
Dois vírus de origem animal preocupam especialistas -

Dois vírus de origem animal, pouco conhecidos pelo público, entraram no radar de pesquisadores após acenderem um alerta para riscos à saúde humana. Os agentes chamam a atenção pelo potencial de causar uma nova pandemia ou epidemia entre humanos.

Segundo estudo publicado na revista Emerging Infectious Diseases, ligada ao Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, os vírus analisados são a influenza D, presente em animais, e um coronavírus canino recombinante, chamado HuPn-2018, identificado em pessoas com infecções respiratórias.

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De acordo com os cientistas, ambos merecem atenção especial porque circulam de forma silenciosa, contam com pouca vigilância e apresentam capacidade de mutação, fatores que podem facilitar a adaptação e transmissão para humanos.

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Influenza D e HuPn-2018

Identificado pela primeira vez em 2011, o vírus da influenza D foi detectado inicialmente em porcos com sintomas respiratórios. Desde então, já foi encontrado em diversos animais, como bois, camelos, cervos e outros mamíferos.

Embora pertença à mesma família dos vírus da gripe humana, é geneticamente diferente. A infecção é mais frequente em pessoas que trabalham em contato direto com animais.

Já o segundo vírus, o coronavírus canino recombinante HuPn-2018, foi identificado em 2021 em um paciente com pneumonia na Malásia. Ele possui material genético misto, originado de coronavírus que circulam em cães e gatos.

Desde então, vírus semelhantes foram detectados em pessoas com infecções respiratórias em países como Tailândia, Vietnã e Estados Unidos.

Por que esses vírus são considerados um risco?

Segundo os pesquisadores, o principal risco não está apenas nos vírus em si, mas na falta de monitoramento adequado. Atualmente, há poucos testes específicos disponíveis, baixa vigilância epidemiológica e dados limitados sobre o real impacto dessas infecções na saúde humana.

Diante disso, os cientistas defendem a ampliação da vigilância em animais e humanos, especialmente em áreas rurais, além de mais investimentos em pesquisa, diagnóstico e sistemas de monitoramento contínuo.

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