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Trump já gastou mais de R$ 100 bilhões com mísseis contra o Irã

Levantamento recente analisou sete tipos de armamentos estratégicos utilizados pelos Estados Unidos

Leilane Teixeira
Por

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Imagem divulgada pelos militares do Irã mostra lançamento de míssil durante exercício no sul do Irã
Imagem divulgada pelos militares do Irã mostra lançamento de míssil durante exercício no sul do Irã -

Mais de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) já foram gastos pelos Estados Unidos em armamentos desde o início do conflito com o Irã, segundo estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

O valor se refere aos primeiros 55 dias de confrontos, ou seja menos de dois meses. Desse tempo, 38 deles antes de um cessar-fogo que não foi plenamente respeitado — e evidencia o alto custo da ofensiva militar conduzida pelo governo de Donald Trump.

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Para efeito de comparação, a cifra ultrapassa o Produto Interno Bruto (PIB) de países como Guiana e Montenegro.

Levantamento

Um levantamento recente do CSIS analisou sete tipos de armamentos estratégicos utilizados pelos Estados Unidos, incluindo mísseis de longo alcance e sistemas de defesa aérea. De acordo com o estudo, ao menos quatro desses equipamentos podem ter tido mais da metade dos estoques consumidos durante a guerra.

A situação acende um alerta porque, antes mesmo do conflito, os níveis desses armamentos já eram considerados reduzidos para um eventual confronto com potências militares de grande porte, como a China.

Estimativas divulgadas pelo The New York Times indicam que o custo total da operação pode ser ainda maior, superando US$ 28 bilhões (cerca de R$ 140 bilhões), ao incluir outras despesas militares.

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Capacidade se mantém

Apesar do volume já empregado, os Estados Unidos ainda mantêm capacidade para sustentar a ofensiva. No entanto, especialistas apontam que o consumo acelerado pode comprometer a prontidão do país em outros cenários e afetar aliados que dependem do envio de armamentos, como a Ucrânia.

O estudo também destaca que, em caso de necessidade, o país pode recorrer a armas de menor alcance. Essa alternativa, porém, exigiria operações mais próximas dos alvos, elevando os riscos das ações militares.

A preocupação com os estoques já vinha sendo discutida antes mesmo do início da guerra. Reportagem do The Washington Post apontou que o arsenal norte-americano havia sido reduzido em razão do apoio a outros conflitos, como os da Ucrânia e de Israel.

No início de março, Trump reconheceu limitações em armamentos mais sofisticados, mas afirmou que o país possui ampla disponibilidade de armas de médio alcance, capazes de sustentar operações prolongadas.

Para recompor o arsenal, o governo firmou novos contratos com a indústria de defesa. Ainda assim, segundo o CSIS, o processo é demorado e pode levar anos até a entrega completa dos equipamentos.

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