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Tempo Rei: paixão por Gil une gerações de fãs apaixonados em última turnê
Na despedida de Gilberto Gil das grandes turnês, Salvador se torna palco de encontros intergeracionais

"Tempo rei, oh, tempo rei, transforma as velhas formas do viver..."
A música de Gilberto Gil sempre atravessou gerações, e na noite de sua despedida das grandes turnês em Salvador, na noite deste sábado, 15, o tempo provou, mais uma vez, ser um mestre na arte de unir. Entre as milhares de vozes que cantaram junto com o mestre baiano, muitas pertenciam a pais e filhos que fizeram do show um encontro de memórias e afetos.
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Foi o caso da família Baracho que compareceu em peso: da bisavó e matriarca até a pequena Ianan, de apenas 5 anos.
“Gil é tudo, ele ensina tudo. É uma pessoa que tem paciência em falar das coisas que ele acredita e que a gente também acredita”, diz Rose Baracho, a avó de Ianan. “A gente fez questão de vir, por além da música, a personalidade dele como cidadão, na sociedade, como ministro. Gil não é só do Brasil, Gil é mundo. É referência para o mundo como músico. Então, é importante a gente estar aqui nesse momento, é histórico, de ver a despedida dele dos palcos de uma certa forma”, completou Raimundo, marido de Rose.
Já a pequena Ianan destacou qual música não pode faltar no repertório: “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, tema da série de televisão baseada na obra de Monteiro Lobato. E dentro dos mistérios do tempo, ela também protagoniza um: o último show em turnê de Gil é o primeiro que ela frequentou na vida. “Eu espero que ela lembre, porque isso é um marco”, afirmou o pai, André Marques.
Não muito longe da idade de Ianan, Antônio, de 11 anos, também veio curtir Gil, ao lado do irmão João Pedro, de 13, e dos pais, Guilherme e Georgia. Veio do garoto a motivação para que a família sergipana viesse a Salvador prestigiar o cantor e ouvir, especialmente, a música “Extra”. ”Os meninos foram criados ouvindo música boa, e aí demandaram essa vinda. A gente, a princípio, não tinha comprado os ingressos, mas aí o Antônio quis vir, a gente entrou na maratona de comprar o ingresso e deu certo”, conta Georgia.

Para Guilherme, a escolha da capital baiana é mais do que especial: além de ser o berço de Gil e primeira parada da última turnê, a família também é torcedora declarada do Bahia, por acaso o dono da “casa”, onde acontece a apresentação.
“A energia daqui é diferente, tem a energia boa da terra”.
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