A Bahia contra a dengue | A TARDE
Atarde > Opinião

A Bahia contra a dengue

Confira o Editorial do Jornal A TARDE desta terça-feira, 20

Publicado terça-feira, 20 de fevereiro de 2024 às 05:00 h | Autor: Editorial
Imagem ilustrativa da imagem A Bahia contra a dengue
-

A Bahia vem assumindo as rédeas de hipotética cavalgada de combate à dengue, constituindo a Terra da Liberdade o protagonismo nacional na articulação com outros estados, governo federal e órgãos da sociedade civil.

O galope da cruzada de proteção se faz necessário no enfrentamento da doença em fase de expansão em regiões densamente povoadas, restando unir todos e todas as cidadãs envolvidas visando ações viáveis para orientar e prevenir.

Os municípios baianos em contexto de epidemia – quando a moléstia se concentra em determinadas áreas – são coincidentemente alguns de economia mais frágil, exigindo, assim, maior amparo, aplicando-se a justiça proporcional.

O alerta avança sobre o mapa neste período de chuvas intermitentes – ocorrendo por intervalos – implicando alta probabilidade de nuvens de Aedes aegypt, pois as larvas viram mosquitos no entorno de ambientes aquosos.

A ministra Nísia Trindade, em reportagem publicada por A TARDE, elogiou, na presença de autoridades locais, o engajamento das equipes de profissionais baianos, ao atacar a mosquitama, como referência nacional no plano de emergência.

O reconhecimento vem da capacidade de resposta rápida diante de crises de saúde pública, servindo, desta forma, de modelo de colaboração a ser imitado, por gestores de todo o país, como convém a toda prática de excelência.

Além da imunização, inédita mundialmente, alcançando a faixa etária de 10 a 14 anos, na etapa de primeira dose, vêm sendo adquiridos veículos conhecidos por “fumacê”, como forma de ajudar no controle da praga, incluindo zona rural.

Mutirões de limpeza multidisciplinar com apoio de forças de segurança e serviço social vêm aumentando o número de visitas, ao multiplicar chances de evitar “água parada” em jarros, pneus, bebedouros e recipientes em geral.

Embora não se deva analisar dados tomando o Estado como um todo, pois os registros são de focos em territórios de identidade a salvo da superseca, o aumento em 5% representa mais 7 mil diagnósticos em relação a 2023.

Publicações relacionadas