OPINIÃO
A Bahia da nutrição
Confira o editorial do jornal A TARDE deste sábado, 3

Por Redação

Alinhado ao esforço federal de combate às desigualdades, o Programa Bahia sem Fome livrou 1,3 milhão de pessoas da angústia de não ter alimento três vezes ao dia. Não se trata de uma eventual distribuição de cestas básicas, vez ou outra, a fim de gerar publicidade.
O governo de Jerônimo Rodrigues, do PT, articulou ações de assistência social, educação, saúde e agricultura familiar, com a participação ativa da sociedade civil e dos empresários responsáveis. A ideia é fortalecer toda uma estrutura em rede para evitar a chaga da barriga vazia.
São R$ 5 bilhões destinados ao combate à fome, por meio de investimentos em alimentação escolar, cozinhas comunitárias, acesso à agua e incentivo ao plantio e colheita sem agrotóxicos.
Não demonstram sinal de cansaço os gestores do Bahia Sem Fome, agora em busca de ajudar mais 760 mil pessoas a servir-se de comida, boa em sabor e nutrição. Seja por qualquer viés de análise, o programa tem inegável repercussão social.
Quem está alimentado, pode disputar emprego; e quem conquista emprego, tem condições de prestar melhor serviço. Portanto, não é questão de ajudar apenas pelo viés humanitário, embora este argumento seja suficiente. Combater a fome reverte em crescimento econômico geral.
Por outro prisma, quem está alimentado tem melhores chances de convívio pacífico, evitando o crime e a violência. Portanto, em sentido amplo, matar a fome é também melhorar as condições de segurança pública, entre outros benefícios.
O auge pode ser verificado se o ex-famélico volta a ter forças para estudar e termina se formando ou viabilizando meios para formar um filho ou uma filha concluinte de curso superior. De muitos bens se dizem as políticas públicas: o maior deles é oferecer alimento a quem padece de fome.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes
