OPINIÃO
Inteligência antifurto
Confira o Editorial desta quinta-feira
Enfim, a inteligência vai prevalecer no combate a furtos e danos a equipamentos públicos como cabos e luminárias, um tipo de crime praticado em toda Salvador. É a operação Escudo Urbano, uma frente ampla formada por polícias civil e militar e órgãos da prefeitura, destacando-se a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano.
Agora, em vez de lamentos sobre a escalada das ocorrências, contabilizando prejuízos, será possível enfrentar a prática viciosa graças à estratégia de marcar os receptadores. Aumentando a vigilância nos pontos onde é mais provável a aquisição ilegal das peças, a esperança é desarticular quadrilhas e desestimular os hábeis escaladores de postes.
Nem todos os pontos de revenda de frações de utensílios de variados formatos e finalidades, chamados “ferro-velhos”, estão envolvidos, vale a presunção de inocência. Todavia, pelo próprio perfil do negócio, não é pequena a probabilidade de cederem alguns à tentação do trambique; um pente-fino já começou, solicitando-se alvarás.
Quem estiver em situação irregular terá dificuldade de funcionamento, com cuidado para não inviabilizar toda a rede, pois dela dependem consertos os mais variados. Para verificar se o método escolhido é mesmo acertado, basta conferir se vai escalar ou não neste mês de junho o número de 727 boletins registrados de janeiro a maio.
A esperança é estancar o derrame de R$ 2,3 milhões vazados do erário municipal nestes cinco primeiros meses devido à subtração ocorrida de forma distribuída nas avenidas. Da Dorival Caymmi, em Itapuã, à Afrânio Peixoto, no Subúrbio, passeando os meliantes pelas vias públicas do vasto miolo de Salvador, o surrupio é pulverizado.
Antes, a crença nas denúncias pelos 156 e 190 deixava as equipes de prontidão para o flagrante perfeito, mas ao chegarem nos locais, percebiam-se os ritmos distintos. Enquanto telefonistas anotavam os dados, até a informação chegar aos policiais os ladrões já tinham deixado os locais onde praticaram o crime.