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O país dos ‘gamers’

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Publicado sexta-feira, 12 de abril de 2024 às 00:00 h | Autor: Editorial
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O ímpeto de um público precoce, com todo um futuro a descortinar-se; o impulso do mercado de jogos eletrônicos, os chamados “games”, a partir do marco legal; e por fim, as boas razões para acreditar no acerto da iniciativa.

Eis as três forças unidas na vontade de torcer pela sanção presidencial, depois de aprovada a regulamentação, com as devidas diretrizes para os lucrativos negócios, num mundo feito de chips, agora tendo garantido um ambiente de segurança jurídica.

A aprovação, pela Câmara dos Deputados, do marco legal para a indústria de jogos eletrônicos visa avançar de fase a fabricação, importação, comercialização e o desenvolvimento do setor no Brasil, deixando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem alternativa, exceto a de assinar o documento tão esperado.

Toda uma parcela considerável da população brasileira, chamada no jargão popular, de “gamer” (jogador), está à espera deste comando para ampliar conexões e desbravar o desconhecido nas novas naus.

A lei vai incluir a produção de imagens geradas na interatividade entre pessoas identificadas por seus apelidos virtuais; partidas disputadas a partir de console de “videogames” na “realidade paralela”, bem como outros tipos recentes.

Entre estas opções, estão três tipos de “real”, aspeado para diferenciar da antiga noção anterior à invenção dos computadores: a aumentada; a mista; e a estendida ou imersiva, facilitando o acesso de quem aprecia a metamorfose.

A alegria dos investidores nas engenhocas divertidas, tendo como clientela multidões gigantescas em acessos incessantes, preocupa profissionais de saúde mental, comunicação e magistério, diante de possíveis ameaças. O texto do projeto prevê que crianças e adolescentes sejam protegidos da exposição a jogos violentos ou abusos, além de criar canais de reclamações e denúncias de abusos.

O momento é de festejar, embora ainda esteja a verificar-se o efeito desta mudança de paradigma, a esta altura, já definido, restando o jamegão da Presidência.

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