EDITORIAL
O poder de votar
Multa ou consciência? Por que regularizar seu título vai além de evitar taxas

Quem faz questão de participar de mais uma rodada eleitoral destes 40 anos de redemocratização, precisa cuidar para estar regularizado a fim de votar. O último dia para regularizar o título é 6 de maio – até lá o Tribunal Regional Eleitoral organizou esquema especial de atendimento em regime de plantão.
Como se sabe, por algum motivo consolidou-se entre brasileiras e brasileiros, uma comodidade de deixar para últimas horas quando, enfim, se resolve decidir agir. Longe de querer alterar este traço comportamental típico e sedimentado, o TRE resolveu ajudar multidões de cidadãos mais tranquilos da capital e interior.
A primeira medida consiste em abrir a Central de Atendimento ao Público no feriado, dia primeiro, e no sábado dia 2, além de toda esta semana útil. O horário das 8h ao meio-dia é o mesmo dos cartórios eleitorais, permitindo resolver pendências, entre as quais, a emissão da primeira via do título.
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Também estarão disponíveis os serviços de atualização cadastral, mudança de domicílio eleitoral e regularização da situação junto à Justiça Eleitoral. E mais: no portfólio tem coleta biométrica, revisão de dados e alteração do local de votação, conforme a demanda do cidadão elevado ao perfil de freguês.
O célebre ditado, portanto, ganha uma leve adaptação: o eleitor tem (quase) sempre razão, exceto em situações nas quais possa ferir os regulamentos. O objetivo converge para a produção de mais uma festa da democracia, hábito para o qual o povo revela inequívoca vocação, na luta por se autodeterminar.
Embora obrigatório no Brasil e seja punida a ausência no pleito com uma multa equivalente a um troco de pão, o voto tem valor reconhecido como boa opção. A democracia é sempre fortemente questionada quando se percebe políticos eleitos para benefício de seus interesses particulares e de seu grupo social.
Trata-se de um regime imperfeito, afinal é uma invenção de mortais, todavia permite momentos como o do pleito de outubro, quando o poder, mais uma vez, vai emanar do povo.
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