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Proteção à vida

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Publicado terça-feira, 19 de março de 2024 às 00:00 h | Autor: Editorial
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A ocorrência de oito óbitos por choque elétrico na Bahia, nos 30 dias mais recentes, sugere pressa em procedimentos capazes de evitar a escalada fúnebre, a fim de impedir a indesejada repetição da liderança nacional em acidentes deste tipo, obtida ano passado.

Tecnicamente, a “eletroplessão” ocorre quando há lesão ou morte provocada pelo contato do corpo com uma carga letal ou não de energia elétrica, podendo ocorrer com fios de tensões elevadas ou de distribuição, cabendo maior cuidado de todos os envolvidos.

É inaceitável registrar os números baianos no topo desta macabra liderança, alcançando em 2023 o índice de 61 óbitos, de acordo com a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), conforme noticiou A TARDE.

No país, o total chegou a 674, uma média de quatro acidentes com eletricidade por dia, dois deles sendo fatais. Curto-circuitos por sobrecarga são ainda mais comuns do que os choques elétricos. Entre os descuidos comuns estão o uso de extensões, fios desencapados ou mal isolados. Ligações clandestinas, popularmente conhecidas como ‘gatos’, também são expressivo fator de risco para esse tipo de acidente.

Deve-se investir em meios de conscientização dos usuários e proteção maior da cidadania, sobretudo nas localidades mais longínquas, com difícil acesso a informações e orientações, onde em geral se registra baixa preocupação das pessoas sobre os riscos com eletricidade e nas quais proliferam instalações elétricas mal dimensionadas ou antigas.

Ao lado disso, casos de negligência, omissão e excessos precisam ser devidamente apurados. O contexto demonstra o quanto precisa progredir a mentalidade média em geral, incluindo os nossos gestores públicos e privados, quando é essencial proteger a vida.

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