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OPINIÃO

Ruína e descrédito

Editorial de A TARDE desta sexta-feira, 30

Redação

Por Redação

30/01/2026 - 0:54 h

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Fachada do Banco Master
Fachada do Banco Master -

Todo e qualquer estabelecimento bancário tem na confiabilidade de seu cliente o principal ativo: andam juntas a ruína e o descrédito, como no caso do Banco Master. Resta o desafio motivado pela vontade de ajuste na mecânica de mercado baseada na lógica do capital.

É preciso aprender com as lições advindas do caso, ultrapassando a simples reação à crise. Fortalecer o arcabouço regulatório e aprimorar a supervisão bancária, com foco em prevenção, transparência e responsabilidade, é o que se espera rumo à efetiva regulação do sistema financeiro nacional.

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O episódio desnudou os meandros da atuação das autoridades regulatórias, repercutindo na economia e na política o risco para investidores e clientes em geral. Buscando o mérito, jamais se pôde dimensionar com tamanha evidência o risco e a fraude na instituição antes considerada idônea, controlada por Daniel Vorcaro.

Uma curiosidade remanesce em meio ao lodaçal: cresceu o Master de forma acelerada, oferecendo produtos de alto rendimento, com taxas generosas. Só agora, e graças à Polícia Federal, descobriu-se a fragilidade desses ativos, comprometendo gravemente a liquidez da instituição.

Assim como a descoberta tardia, os resultados são raros: a liquidação extrajudicial, determinada pelo Banco Central, e a prisão do controlador. No rebote, o Fundo Garantidor de Créditos liberou o maior volume da sua história e o estatal BRB perdeu R$ 5 bilhões em operações com o Master.

O próprio Banco Central abriu sindicância interna para apurar eventuais falhas nos seus processos de fiscalização e de liquidação, e identificar possíveis erros técnicos ou institucionais, entre eles o tempo de reação a sinais de risco. Mas é preciso ir além.

O enredo pode ajudar a enxergar com acuidade de raio-X o interior do corpo bancário, visando novos diagnóstico e terapêutica, a fim de minimizar a chance de que casos dessa magnitude coloquem novamente em risco a estabilidade financeira do país e a confiança de milhões de investidores e depositantes.

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Tags:

banco central crise financeira Investidores liquidez regulação

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