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EDITORIAL

Viva Maria da Penha

Confira o Editorial do Jornal A TARDE

Editorial
Por Editorial
Imagem ilustrativa da imagem Viva Maria da Penha
Foto: © Marcelo Camargo | Agência Brasil

Inconcebíveis, inaceitáveis e asquerosas as ofensas e mentiras dirigidas a Maria da Penha, cujo sofrimento por tentativas de homicídio pelo cônjuge a transformou em heroína e baluarte, dando seu nome à lei em defesa da mulher.

Devaneios relacionados ao caráter da cearense põem à prova o engajamento das forças do Bem no contra-ataque aos conteúdos falsos, as "fake news", produzindo opinião pública consoante à perversidade dos extremistas.

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A proteção do Estado após ameaças das turbas insanas é uma medida de boa prudência, adicionada ao poder simbólico de transformar a casa da vítima em memorial para servir de referência de combate à violência doméstica.

A internet, mais uma vez, é a arma eficiente apontada pelos celerados, indo mais além da pecha de "machistas" para tornarem-se "masculinistas", em um ativismo vicioso e passível de enquadramento em crimes de calúnia e difamação.

Convém não vacilar um milímetro no avanço para desmontar estas trincheiras malignas formadas por agrupamentos digitais voltados para disseminar o ódio às mulheres ao atingirem o símbolo de toda a resistência até então construída.

O desamor à verdade tem produzido uma pauta de aleivosias, destacando-se o questionamento das atrocidades cometidas pelo ex-marido, como se palavras retorcidas por mentalidades doentias pudessem descartar provas irrefutáveis.

O enfrentamento, tão necessário quanto emergencial, levou a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, ao Ceará, para resolver com o governador Elmano de Freitas, meios de prover a segurança para contenção dos raivosos facínoras.

A bruma gigantesca do retrocesso reacende ampla união dos setores da sociedade capazes de rebrilhar diante do cenário adverso, pois se a luz é condição para a sombra, pode também reduzir o alcance do breu.

O doloroso episódio de 18 anos atrás, marco irretocável da história de conflitos familiares desfavoráveis às esposas e companheiras, volta agora na dimensão da ideologia, onde covardes escondem-se à frente de monitores.

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Tags

ativismo digital Direitos da Mulher. fake news Maria da Penha segurança pública violência doméstica

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