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JULGAMENTO

Caso Sara Freitas: júri popular é retomado nesta terça-feira; relembre o crime

Cantora foi atraída com falso convite religioso e morta com 22 golpes de faca

Victoria Isabel

Por Victoria Isabel

24/03/2026 - 7:51 h

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Sara foi morta com 22 facadas e teve o corpo queimado
Sara foi morta com 22 facadas e teve o corpo queimado -

O julgamento dos três réus denunciados pelo Ministério Público da Bahia pela morte da cantora gospel Sara Freitas Mariano será retomado nesta terça-feira, 24, no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, a partir das 8h30. O júri estava previsto para o dia 3 deste mês, mas foi adiado por decisão da Justiça.

Quem são os acusados?

Entre os réus estão:

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  • Ederlan Santos Mariano, o viúvo da cantora e apontado como mentor do crime
  • Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como “Bispo Zadoque”;
  • Victor Gabriel Oliveira Neves.

Todos estão presos preventivamente e vão responder por feminicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além dos crimes de ocultação de cadáver e associação criminosa.

Um quarto envolvido, Gideão Duarte de Lima, acusado de atrair a vítima para o local do crime, foi condenado em abril de 2025 a 20 anos, quatro meses e 20 dias de prisão.

Histórico de adiamentos

O júri estava inicialmente marcado para 25 de novembro de 2025, mas foi suspenso após os advogados dos três réus deixarem o plenário de forma coletiva, alegando falta de estrutura e segurança. À época, a magistrada considerou as alegações protelatórias e determinou comunicação à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apuração.

Posteriormente, o julgamento foi redesignado para 24 de fevereiro de 2026 e depois ajustado para 3 de março, em razão de feriado local. A nova data, no entanto, também precisou ser alterada.

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Relembre o crime

O crime ocorreu em 24 de outubro de 2023, na entrada do Povoado Leandrinho, no município. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Sara foi morta com extrema violência. Ela teria sido atraída com um falso convite para participar de um evento religioso e executada com 22 golpes de faca.

O corpo foi posteriormente ocultado e queimado. As investigações indicam que o trio agiu de forma organizada, com divisão de tarefas e motivado por promessa de recompensa financeira e interesses relacionados à carreira artística de um dos envolvidos.

Condenação anterior

Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas pelo crime. Um dos acusados, Gideão Duarte de Lima, já foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri em 16 de abril deste ano. Ele recebeu pena de 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.

Segundo a acusação, Gideão foi o responsável por atrair a cantora até um local isolado, onde ela foi emboscada e morta.

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