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Novelas de frutas com IA entram na mira da polícia

Os vídeos com histórias fictícias estão viralizando nas redes sociais

Franciely Gomes
Por
As novelas costumam ganhar diversas curtidas e comentários na web
As novelas costumam ganhar diversas curtidas e comentários na web - Foto: Reprodução | Redes sociais

As novelas de frutas estão viralizando nas redes sociais nas últimas semanas. Criadas através de aplicativos de inteligência artificial, as histórias estão acendendo um alerta para autoridades policiais, devido ao conteúdo sem restrição de idade.

Membro da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), o delegado Paulo Mavignier publicou um vídeo em seu perfil do Instagram criticando o conteúdo dos vídeos. O oficial afirmou que as animações exibem cenas de traição, sexo e agressão, podendo ser prejudicial para crianças.

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“Parece inocente: frutinhas coloridas com nomes engraçados em italiano. É moranguinho dançando, bananinha rebolando, melancia com olhos pidões e uva gigante balançando de forma provocante”, iniciou ele.

“Tudo gerado por IA, no estilo Brainrot Italiano, mas tem um detalhe perigoso: muitas dessas frutinhas estão sendo sexualizadas. O que começa como só meme vira conteúdo que erotiza frutas para chamar atenção, o risco é enorme”, reforçou.

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Um post compartilhado por Delegado Paulo Mavignier (@delegadopaulomavignier)

Hipersexualização infantil

Em seu relato, o delegado ressaltou que os conteúdos das frutas geradas por IA permitem um incentivo a hipersexualização infantil, já que exibem imagens de mulheres usando roupas curtas e provocantes.

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“Crianças pequenas absorvem essa hipersexualização sem filtro. O algoritmo empurra cada vez mais vídeos com esse tom, normaliza desde cedo o uso do corpo de forma sexualizada, mesmo que seja em desenho”, explicou.

Por fim, Mavignier aconselhou os pais a monitorarem o conteúdo assistido pelos filhos com mais frequência e de forma minuciosa. “Pais, prestem atenção no que seus filhos estão assistindo, o que parece brincadeira boba pode estar moldando a visão de sexualidade das crianças de forma precoce e distorcida”, disparou.

“Não deixem as frutinhas do Brainrot Italiano sexualizar a infância dos nossos filhos. Limitem as telas, conversem com eles, denunciem conteúdos inadequados nas plataformas”, concluiu.

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Tags

frutas Inteligência Artificial Polícia

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