POLÍTICA
Alckmin critica tarifa dos EUA e diz que Brasil manterá negociações
Segundo Alckmin, a orientação de Lula é manter as negociações


O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta sexta-feira, 17,que o governo federal vai ampliar a busca por novos mercados internacionais após os Estados Unidos anunciarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo Alckmin, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é manter as negociações com o governo norte-americano, sem deixar de diversificar os destinos das exportações brasileiras.
"Nós não saímos da mesa de negociação. A negociação é permanente. Vamos defender o interesse do Brasil, o emprego, as empresas e a economia. Essa é a orientação do presidente Lula. A outra é buscar novos mercados", afirmou em entrevista à GloboNews.
O vice-presidente classificou a medida adotada pelos Estados Unidos como "injusta e descabida", alegando que os norte-americanos mantêm superávit na balança comercial com o Brasil.
Alckmin também destacou que o país vem ampliando sua atuação no comércio exterior e citou acordos do Mercosul com Cingapura, Efta e União Europeia, além de negociações em andamento com Canadá, Japão, México e Emirados Árabes Unidos.
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Tarifa começa a valer em 22 de julho
A sobretaxa foi oficializada pelo governo do presidente Donald Trump na quarta-feira (15), após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A cobrança entra em vigor em 22 de julho, com período de transição até 29 de julho para cargas que já estejam em trânsito.
Itens como carne bovina e café ficaram fora da nova taxação.
Segundo a Casa Branca, a medida foi motivada por supostas práticas comerciais desleais envolvendo comércio digital, pagamentos eletrônicos, desmatamento ilegal e etanol.
O governo brasileiro estima que cerca de 18% das exportações para os Estados Unidos serão afetadas, o equivalente a aproximadamente US$ 7 bilhões.
CNI propõe medidas
Também nesta sexta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugeriu a criação de um grupo de trabalho com governo, empresários e sindicatos para discutir ações que reduzam os impactos da nova tarifa sobre os produtos brasileiros.


