Busca interna do iBahia
HOME > política > BAHIA

FUSÃO DE PARTIDOS

"Caminho natural é seguir com Jerônimo", diz Heber Santana

Oficialização da incorporação do PSC pelo Podemos vai acontecer no início de dezembro

João Guerra
Por João Guerra
| Atualizada em
Heber Santana será o presidente do Podemos após o partido incorporar o PSC
Heber Santana será o presidente do Podemos após o partido incorporar o PSC - Foto: Divulgação

O presidente do PSC na Bahia, Heber Santana, um dia após anunciar a fusão do partido que preside no estado e o Podemos, disse ao PORTAL A TARDE que o caminho natural depois da oficialização da união entre as siglas no território baiano é apoiar o governador eleito, Jerônimo Rodrigues (PT), quando a gestão do petista iniciar.

Com a junção, o Podemos vai incorporar o PSC, mas vai manter o número da legenda incorporada: 20. Na Bahia, Heber Santana que vai assumir a presidência do Podemos depois da oficialização da fusão, que acontecerá no início de dezembro.

Tudo sobre Bahia em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Santana disse que a adesão à gestão de Jerônimo será feita na base do diálogo com os novos colegas de partido que vai presidir, aguardando a formalização da união entre as siglas, mas que não vê impedimento de seguir compondo a base do governo que assume em janeiro de 2023.

“A política é feita de muitas mãos, então, a ideia não é fazer um movimento solitário nosso, mas é uma construção onde novos agentes agora fazem parte. Por exemplo, o Podemos elegeu o deputado [federal] Raimundo da Pesca, com quem já tive uma primeira conversa sobre a questão partidária, mas estarei conversando também sobre essa, aproximação do nosso partido com o governo de Jerônimo para construir um caminho que seja amplo e que a gente possa de uma maneira mais robusta estar, inclusive, dando a nossa contribuição ao governo. Mas nesse primeiro momento essas conversas com os agentes sobre esse tema [do apoio a Jerônimo] ainda não ocorreu. Vai ocorrer em tempo oportuno, mas eu lhe digo que é o caminho natural o Podemos seguir o mesmo entendimento que nós tínhamos construído com o PSC. Ou seja, de apoiar o governo Jeronimo”, destacou Heber Santana.

O dirigente disse que já iniciou os agendamentos para conversar com outros nomes do Podemos da capital e do interior para falar a respeito da fusão e dos encaminhamentos que resultarão dessa junção. Citou que o vereador de Salvador, Sidninho (Podemos) como um desses nomes e do vereador Toinho Carolino (Podemos), que deverá retornar à Câmara da capital com a eleição de Emerson Penalva (PDT) para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

“O relacionamento com eles já é muito bom. Então isso deve facilitar. Mas não existe ‘prato pronto’. A ideia não é chegar trazendo nenhum tipo de imposição e sim de construir no diálogo uma perspectiva de crescimento para todos nós”, argumentou.

Sobre a possibilidade de compor o governo de Jerônimo Rodrigues contribuindo em algum cargo na administração estadual, Heber disse que até o momento nada foi definido nesse sentido. Que faz parte do conselho político da equipe de transição. “O que ele [Jerônimo] tem dito é o que de fato tem ocorrido, a busca por fazer o trabalho em cima do plano de governo e um olhar sobre as questões administrativas para que a gente possa ter a melhor estrutura possível para o cumprimento desse plano e que, em um segundo momento, agora ano fim de novembro e início de dezembro, estaremos avançando para essas conversas de participação [no governo]. É claro que há uma grande expectativa, mas sem nenhum açodamento quanto a isso”.

O PSC aderiu à campanha que elegeu Jerônimo Rodrigues no segundo turno do pleito deste ano. No primeiro turno, a sigla apoiou a candidatura do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Durante boa parte da gestão do governador Rui Costa (PT), o partido atuou na oposição. Já o Podemos, durante a corrida eleitoral ao Palácio de Ondina, apoiou o candidato do União Brasil.

Cláusula de barreira

A fusão entre o Podemos e PSC acontecerá porque o segundo não atingiu a cláusula de barreira, regra que estipula a quantidade mínima de parlamentares e de votos em todo o país que um partido precisa obter para manter acesso a determinadas verbas e direitos.

Sem essa incorporação, o PSC perderia, em 2023, acesso aos fundos eleitoral e partidário, além de tempo de televisão e vaga nos debates das eleições 2024 e 2026, por exemplo.

No plano federal, com a fusão, Podemos e PSC terão, em 2023, uma bancada de 18 deputados federais e 7 senadores. Será a oitava maior bancada da Câmara.

A fusão de acordo com Heber Santana, foi feito de forma bem natural por conta da proximidade entre as duas legendas. Em 2018, por exemplo, quando o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) foi candidato à Presidência da República, o PSC indicou Paulo Rabello como vice na chapa.

“Já tínhamos sementes plantadas para os frutos que vamos colher agora. Poderíamos ter feito com diversas outras agremiações, mas entendemos que o caminho de fazermos a fusão com o Podemos foi a forma de garantir a construção de um projeto”, apontou Santana.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Heber Santana Jerônimo Rodrigues Podemos psc

Relacionadas

Mais lidas