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CCR deve ter obra e operação da Estação Campo Grande, diz Florence

Governo avalia ser mais seguro manter sistema metroviário com apenas uma empresa

Lula Bonfim
Por Lula Bonfim
Afonso Florence admitiu que governo prefere CCR no comando das obras e da operação da Expansão Sul
Afonso Florence admitiu que governo prefere CCR no comando das obras e da operação da Expansão Sul - Foto: Olga Leiria | Ag. A TARDE

O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) já tem o modelo que considera ideal para a Expansão Sul — ampliação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (SMSL) para o bairro do Campo Grande. Na avaliação da gestão estadual, o mais seguro é manter tudo nas mãos da atual concessionária do serviço: a CCR Metrô Bahia.

Em conversa exclusiva com o Portal A TARDE nesta segunda-feira, 27, o secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence (PT), explicou que a Expansão Sul ainda está sob estudos de viabilidade, contratados na última semana, mas que já tem seu anteprojeto em fase avançada.

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Superada a parte dos estudos de viabilidade e cumpridas as exigências do Ministério da Casa Civil e da Caixa Econômica Federal para a liberação dos recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um aditivo contratual deve ser feito com a CCR Metrô Bahia, para que as obras comecem na região do Centro Antigo de Salvador.

“O estágio está em processo de contratação dos estudos de engenharia e econômicos dessa intervenção, do tramo sul, em torno de 1,5 km, que tem o anteprojeto avançado. E nós estamos analisando, priorizando a possibilidade de, com um aditivo no contrato da CCR, a obra e a operação desse tramo serem com a CCR”, explicou o secretário.

Florence justificou que a preferência do governo estadual por um aditivo com a CCR tem a ver com a segurança do processo, lembrando o desastre ocorrido em São Paulo, quando uma cratera se abriu no meio da cidade, em meio a obras de ampliação do sistema metroviário paulistano, matando sete pessoas.

“Isso é uma segurança para o governo e para a sociedade baiana, porque será um túnel saindo da Lapa até o Campo Grande, passando por debaixo de muitos prédios e viadutos. E fazer a obra com uma empresa enquanto uma outra opera é um risco grande de erro. Todo mundo tem na memória aquele acidente em São Paulo, com a obra do metrô”, lembrou.

“Isso é o que foi considerado mais vantajoso pelos técnicos que estudam”, acrescentou o secretário ao Portal A TARDE.

A decisão final sobre o modelo, porém, só será concretizada após a fase de estudos serem concluídas. Fechando essa questão, o governo deverá bater o martelo acerca de um aditivo contratual com a CCR Metrô Bahia ou de um novo processo licitatório, abrindo concorrência para a Expansão Sul.

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