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Porte de arma a agentes de trânsito: o que pode acontecer agora?

Medida foi aprovada em comissão da Câmara dos Deputados, mas ainda não entra em vigor

Eduardo Dias
Por Eduardo Dias
| Atualizada em
O Portal A TARDE explica os trâmites que o Projeto de Lei Nº 2.160, de 2023, que dispõe sobre a Lei Geral dos Agentes de Trânsito, precisará passar até começar a valer
O Portal A TARDE explica os trâmites que o Projeto de Lei Nº 2.160, de 2023, que dispõe sobre a Lei Geral dos Agentes de Trânsito, precisará passar até começar a valer - Foto: Divulgação | Transalvador

O porte de armas de fogo para agentes de trânsito de todo o Brasil está em pauta na Câmara dos Deputados. No entanto, a medida ainda não tem previsão para entrar em vigor no país. O Portal A TARDE explica os trâmites que o Projeto de Lei Nº 2.160, de 2023, que dispõe sobre a Lei Geral dos Agentes de Trânsito, precisará passar até começar a valer. O texto é de autoria do deputado federal Nicoletti (União Brasil-RR).

O texto foi aprovado na segunda-feira, 18, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, colegiado mais importante da Casa. A medida visa tornar esses profissionais, mesmo fora do serviço, com os mesmos direitos à circulação com armas dos policiais, militares e integrantes de forças de inteligência.

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O PL estabelece como alguns dos requisitos mínimos para o agente de trânsito a nacionalidade brasileira, idade mínima de 18 anos e nível médio de escolaridade. Regulamento deverá prever capacitação específica, com matriz curricular, periodicidade e carga horária mínima.

Mas o que acontece agora?

Apesar de aprovado na segunda, o projeto foi apreciado apenas na CCJ, e será encaminhado ao Plenário para apreciação de todos os deputados. Com isso, o texto original pode e deve sofrer mudanças, a partir da apresentação de emendas e destaques, se for encontrado divergências em sua redação.

No parecer do relator do texto na CCJ, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), mesmo que seja aprovada no Plenário, a regulamentação da medida depende de leis próprias dos estados e municípios.

Ou seja, a aprovação da matéria servirá como recomendação a ser seguida pelos entes federados, tornando-os obrigados a elaborarem leis próprias.

O Portal A TARDE procurou inicialmente a Prefeitura de Salvador para comentar a pauta e foi informado que "não iria comentar sobre o assunto ainda".

Já a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador), órgão que abriga os agentes de trânsito, informou que vai aguardar o fim da tramitação do processo no Congresso Nacional para analisar o que for decidido pelos parlamentares.

Caso a Câmara dos Deputados aprove em plenário a Lei Geral de Agentes de Trânsito, a matéria segue para o Palácio do Planalto para sanção do presidente Lula, que pode inclusive, vetá-la e devolver aos deputados.

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Agentes de trânsito Câmara dos Deputados eputado federal Nicoletti Lei Geral dos Agentes de Trânsito porte de armas de fogo

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