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CASO DAS JOIAS

Bolsonaro desafia PF sobre joias: "Aguardemos muitas outras correções"

Polícia Federal admitiu e corrigiu erro em valor total de desvios das joias sauditas

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Bolsonaro disse ainda que aguarda a “PF se posicionar no caso Adélio”
Bolsonaro disse ainda que aguarda a “PF se posicionar no caso Adélio” - Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro contestou o erro e correção feitos pela Polícia Federal referente ao valor total de desvios das joias sauditas feitos pelo ex-mandatário, apontado em relatório das investigações divulgado nesta segunda-feira, 8.

A PF apontou que o ex-presidente formou uma associação criminosa para desviar cerca de R$ 6,8 milhões em presentes recebidos em visitas oficiais. No entanto, o valor inicial divulgado era de R$ 25 milhões.

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Bolsonaro foi às redes criticar: “Aguardemos muitas outras correções. A última será aquela dizendo que todas as joias ‘desviadas’ estão na CEF, Acervo ou PF, inclusive as armas de fogo”.

Bolsonaro disse ainda que aguarda a “PF se posicionar no caso Adélio”, indicando quem foi o mandante da facada, e copletou: “O delegado encarregado do inquérito é o atual Diretor de Inteligência”.

Em junho deste ano, a Polícia Federal concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho no ataque a Bolsonaro, então candidato à Presidência, em 2018.

Entre as joias vendidas pelo ex-presidente estão relógios Rolex e Patek Philippe, que somaram US$ 68 mil; itens masculinos da marca Chopard contendo uma caneta, um anel, um par de abotoaduras e um rosário árabe ("masbaha").

Ainda de acordo com a PF, para desviar os itens do acervo presidencial, Bolsonaro acionou terceiros, "que agiram com consciência e vontade de reciclar o ‘capital sujo’, para que os proventos obtidos fossem reintegrados ao patrimônio do ex-presidente, com aparência lícita”, pontuou.

A PF indiciou Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid e outras 10 pessoas no inquérito que apura o desvio de joias do acervo presidencial.

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Bolsonaro brasil corrupção desvios das joias investigação investigações Jair Bolsonaro Política

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