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PF corrige estimativa e aponta desvio de R$ 6,8 mi em caso das joias

Objetos de luxo eram enviados em avião presidencial, segundo aponta PF

Da Redação
Por Da Redação
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PF alega  “uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens”
PF alega “uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens” - Foto: Valter Campanato | Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) formou uma associação criminosa para desviar cerca de R$ 6,8 milhões em presentes recebidos em visitas oficiais, segundo aponta o relatório da Polícia Federal (PF), que teve o sigilo retirado nesta segunda-feira, 8, pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O valor difere dos R$ 25 milhões que foram divulgados anteriormente pela Polícia Federal em relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a PF, houve um erro material na conclusão do documento e o valor total, é de 6,8 milhões (US$ 1.227.725,12).

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Os objetos de luxo recebidos e posteriormente vendidos pelo então presidente Jair Bolsonaro foram enviados aos respectivos compradores dos Estados Unidos através do avião presidencial, sob a justificativa de viagem oficial, no dia 30 de dezembro de 2022. No relatório de indiciamento, a PF alega “uso da estrutura do Estado para obtenção de vantagens”.

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A investigação ainda aponta que a associação criminosa envolvendo o ex-presidente e auxiliares tentou "legalizar" a incorporação dos bens para poder vendê-los.

Entre as joias vendidas pelo ex-presidente estão relógios Rolex e Patek Philippe, que somaram US$ 68 mil; itens masculinos da marca Chopard contendo uma caneta, um anel, um par de abotoaduras e um rosário árabe ("masbaha").

Ainda de acordo com a PF, para desviar os itens do acervo presidencial, Bolsonaro acionou terceiros, "que agiram com consciência e vontade de reciclar o ‘capital sujo’, para que os proventos obtidos fossem reintegrados ao patrimônio do ex-presidente, com aparência lícita”, pontuou.

A PF indiciou Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid e outras 10 pessoas no inquérito que apura o desvio de joias do acervo presidencial

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desvio de joias investigação criminal Jair Bolsonaro lavagem de dinheiro polícia federal supremo tribunal federal

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