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Cid deve confessar vendas de joias a mando de Bolsonaro, diz advogado

Informação foi confirmada pela defesa do tenente-coronel

Publicado quinta-feira, 17 de agosto de 2023 às 21:13 h | Atualizado em 17/08/2023, 21:17 | Autor: Da Redação
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado do ex-ajudante de ordens do governo, tenente-coronel Mauro Cid
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao lado do ex-ajudante de ordens do governo, tenente-coronel Mauro Cid -

Ex-braço direito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid deve confessar nos próximos dias que vendeu as joias sauditas recebidas em agenda oficial, transferiu o dinheiro para o Brasil e entregou os valores em espécie para o ex-mandatário. A informação foi confirmada pelo advogado criminalista Cezar Bitencourt à revista Veja.

Durante entrevista ao periódico, a defesa afirmou que o militar está disposto a depor e revelar sobre o esquema de vendas ilegais dos bens, além de apontar Bolsonaro como responsável pelo plano.

De acordo com o advogado Cezar Bitencourt, em ordem ao militar, Bolsonaro usava sempre a seguinte frase: "resolve lá", o que incluía a venda e o repasse do dinheiro ilegal para o ex-presidente.

“Isso pode ser caracterizado também como contrabando. Tem a internalização do dinheiro e crime contra o sistema financeiro”, disse Bitencourt para a Veja. “Mas o dinheiro era do Bolsonaro”, acrescentou.

Cezar Bitencourt assumiu a defesa de Cid na última terça-feira, 15, e já na quarta, o advogado deu indícios de que a linha de defesa seria mostrar que o tenente-coronel apenas cumpria ordens, até mesmo “ilegais e injustas”.

“Essa obediência hierárquica para um militar é muito séria e muito grave. Exatamente essa obediência a um superior militar é o que há de afastar a culpabilidade dele. Ordem ilegal, militar cumpre também. Ordem injusta, cumpre. Acho que não pode cumprir é ordem criminosa”, disse o advogado, em uma entrevista concedida à GloboNews.

Mauro Cid está preso desde o último dia 3 de maio, após a deflagração da "Operação Venire'', da Polícia Federal (PF), que apurou fraude nos cartões de vacinação. Até então, ele está mantido em uma cela do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. 

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