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PF prende ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid, e assessores

Além do tenente-coronel, PF prendeu também dois seguranças do ex-presidente da República

Publicado quarta-feira, 03 de maio de 2023 às 07:46 h | Atualizado em 03/05/2023, 08:10 | Autor: Da Redação
Bolsonaro e Mauro Cid
Bolsonaro e Mauro Cid -

A Polícia Federal (PF) cumpre em Brasília, nesta quarta-feira, 3, um mandado de prisão contra o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, e contra dois seguranças do ex-presidente da República. Como parte da Operação Venire, que também cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente da República, a ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram presos ainda o policial militar Max Guilherme e o militar do Exército Sérgio Cordeiro, seguranças que atuaram na proteção de Bolsonaro durante o mandato presidencial. Até as 7h, todas as prisões já tinham sido cumpridas. 

O pedido atende a Operação Venire, que investiga uma associação criminosa acusada pelos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Jair Bolsonaro não foi alvo de mandado de prisão, mas deve prestar depoimento ainda nesta quarta na Polícia Federal em Brasília.

Policiais seguem no condomínio onde o ex-presidente mora desde que voltou ao Brasil, em março.

A investigação

A polícia investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde para garantir a entrada de Bolsonaro, familiares e pessoas próximas nos Estados Unidos, burlando a regra de vacinação obrigatória. A inclusão dos dados falsos aconteceu entre novembro de 2021 e dezembro do ano passado. 

Segundo a TV Globo e a GloboNews, teriam sido forjados os certificados de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro, da filha dela, Laura Bolsonaro, do ex-ajudante de ordens Mauro Cid Barbosa, além do da mulher e da filha dele.

A PF investiga ainda outros membros da comitiva, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As condutas investigadas podem configurar, crimes de:

-infração de medida sanitária preventiva;

-associação criminosa;

-inserção de dados falsos em sistemas de informação;

-corrupção de menores.

A Polícia Federal afirma que o objetivo do grupo seria "manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas" e "sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19".

"Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de Covid", diz o órgão.

Ao todo, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro. Também estão sendo analisados o material apreendido durante as buscas, além da realização de oitivas de pessoas envolvidas nos fatos.

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