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APÓS PASSAPORTE APREENDIDO

“É crime?”, diz Bolsonaro sobre dormir na embaixada da Hungria

Sedes diplomáticas são áreas invioláveis e não podem ser alcançadas por agentes brasileiros

Da Redação
Por Da Redação
Jair Bolsonaro foi presidente da República entre 2019 e 2022
Jair Bolsonaro foi presidente da República entre 2019 e 2022 - Foto: Evaristo Sa I AFP

Investigado por fomento a golpe de Estado, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), minimizou o fato de ter passado duas noites na embaixada da Hungria em Brasília entre os dias 12 e 14 de fevereiro, após ter seu passaporte apreendido.

“Por acaso, dormir na embaixada, conversar com embaixador, tem algum crime nisso?”, questionou Bolsonaro na saída de evento no Centro de São Paulo, na noite desta segunda-feira, 25.

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Para o direito internacional, sedes diplomáticas são áreas invioláveis e não podem ser alcançadas por agentes brasileiros. Ou seja, se Bolsonaro tivesse um mandado de prisão, não poderia ser cumprido caso o ex-presidente estivesse na embaixada da Hungria.

Caso semelhante aconteceu com o fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, que escapou da prisão na Inglaterra por sete anos, pelo fato de ficar em asilo na embaixada do Equador em Londres entre 2012 e 2019.

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