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CRISE DIPLOMÁTICA

EUA critica postura de Lula sobre Guerra na Ucrânia: "Problemática"

Petista disse em coletiva de imprensa que a guerra é culpa dos dois países do leste europeu

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
John Kirby, coordenador de comunicação estratégica do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca
John Kirby, coordenador de comunicação estratégica do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca - Foto: Drew Angerer | AFP

O coordenador de comunicação estratégica do Conselho de Segurança do governo dos EUA, John Kirby, classificou nesta segunda-feira, 17, as manifestações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Guerra da Ucrânia como "profundamente problemática".

"É profundamente problemático como o Brasil abordou essa questão de forma substancial e retórica, sugerindo que os Estados Unidos e a Europa de alguma forma não estão interessados na paz ou que compartilhamos a responsabilidade pela guerra", declarou kirby em conversa com a imprensa.

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John ainda associou o comportamento do governo brasileiro como reprodutor propagandista da versão russa sobre a guerra. "Francamente, neste caso, o Brasil está repetindo a propaganda da Rússia sem olhar para os fatos", disse.

A Casa Branca se manifestou após falas de Lula em coletiva de imprensa nos Emirados Árabes Unidos, neste domingo, 16, de que a "a decisão da guerra foi tomada pelos dois países" e que os "EUA e a União Europeia estão contribuindo com a guerra".

"Os comentários mais recentes do Brasil de que a Ucrânia deveria considerar ceder formalmente a Crimeia como uma concessão pela paz são simplesmente equivocados, especialmente para um país como o Brasil que votou para defender os princípios de soberania e integridade territorial na Assembleia-Geral da ONU."

Nesta segunda, o chanceler russo Serguei Lavrov, desembarcou no Brasil com agenda em outros países sulamericanos como Venezuela, Nicarágua e Cuba.

John Kirby declarou que espera que "os líderes desses países [que recebem o russo] pressionem o Ministro das Relações Exteriores [Lavrov] a parar de bombardear cidades, hospitais e escolas ucranianas.".

E também cobrou que "líderes soberanos encontrem tempo em suas agendas lotadas para se encontrar com autoridades ucranianas".

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