EX-ALIADA
Janaína critica demora de Bolsonaro em condenar atos antidemocráticos
Deputada participou de debate ao lado de Casagrande sobre declarações de Bolsonaro nesta sexta

A deputada estadual por São Paulo Janaina Paschoal (PRTB) apontou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) demorou a se manifestar sobre os atos antidemocráticos que acontecem no país desde o resultado do segundo turno das eleições deste ano, que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para a parlamentar, que também é jurista finalmente ao fazer as declarações desta sexta-feira, 30, marcando posição contra os atos de vandalismo que vem acontecendo em Brasília, com, até mesmo, ameaças de bomba, serviu finalmente para o futuro ex-presidente demarcar posição contra os atos antidemocráticos.
“Acho que essa manifestação dele foi fundamental. Por óbvio, entendo que deveria ter ocorrido antes, mas antes tarde do que nunca. Nesse ponto, quero deixar um elogio”, disse a deputada, durante participação no programa Arena CNN nesta sexta.
A congressista ponderou, contudo, que o clima criado por Bolsonaro durante o seu mandato e no período eleitoral de 2022 de radicalização e omissão quando seus apoiadores subiam o tom contra a Justiça Eleitoral, contra adversários políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deu vazão aos movimentos antidemocráticos pelo Brasil. “Porque a moderação, a ponderação, que ele trouxe na última fala como presidente, ele não trouxe durante os quatro anos [de governo]. Então, ele gerou um medo desnecessário numa grande parcela da população. Parcela que, inclusive, o havia apoiado em 2018.”
“Por que, então, aqueles discursos todos em cima do palanque, aquelas ameaças veladas, aquelas graças? Foi um prejuízo incomensurável para o país, na minha leitura. Por isso eu entendo que ele não é essa pessoa em torno de quem a centro-direita poderá se unir –se é que isso ocorrerá daqui a quatro anos”, questionou.
“Covardia”
Também presente no debate, o comentarista e ex-jogador de futebol, Walter Casagrande Jr. chamou de covardia a atitude de Bolsonaro de deixar o país e não passar a faixa para o presidente eleito na cerimônia de posse na Presidência da República no próximo domingo, 1º.
“Ninguém gosta de perder nada, mas passar a faixa para o outro que ganhou seria uma questão de educação, de reconhecimento e de elegância. Ele está sendo deselegante e mau educado com o presidente Lula, que ganhou a eleição”, destacou.
Sobre a fala desta sexta, durante a live que Bolsonaro fez antes de partir para os Estados Unidos, o ex-jogador disse que “não se convenceu” com o tom conciliador adotado pelo chefe do Executivo.
“Nós temos que analisar não o que ele falou, mas as mensagens subliminares que ele mandou. Porque as coisas que ele fala claramente são de impacto para tentar ficar em uma situação melhor, que entendeu, que aceitou a derrota. Não aceitou a derrota, nada. Ele mandou mensagens porque, ao mesmo tempo em que ele condena o ato terrorista de seis dias atrás –mas não falou nada há seis dias, falou hoje porque vai embora– ele não falou nada desde que ele perdeu a eleição”, avaliou.
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