Justiça decreta prisão preventiva do policial que matou petista

Anuncio foi feito em coletiva do MP na manhã desta segunda, 11

Publicado segunda-feira, 11 de julho de 2022 às 12:40 h | Atualizado em 11/07/2022, 14:01 | Autor: Da Redação
Marcelo Arruda momentos antes de ser morto por policial bolsonarista
Marcelo Arruda momentos antes de ser morto por policial bolsonarista -

O  Ministério Público do Paraná (MP-PR), decretou, na manhã desta segunda, 11, a prisão preventiva do apoiador de Bolsonaro, suspeito de assassinar tesoureiro do PT, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

O crime aconteceu na madrugada do último domingo, 10. O homem identificado como Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, foi morto a tiros na própria festa de aniversário policial penal federal Jorge Guaranho. Câmeras de segurança da área externa registrou o momento em que um apoiador do presidente Bolsonaro discute com o tesoureiro do PT Marcelo Aloizio de Arruda, antes de matá-lo a tiros. 

De acordo com o promotor de Justiça Tiago Lisboa Mendonça, "vários pontos precisam ser esclarecidos. Qual razão ele esteve no local? Foi apurado de que ele era membro de uma associação da região. Em razão de que ele poderia estar ai fazendo rondas externas que eram feitas, mas é necessário apurar se dentro dessa ronda, ia até aquele ponto específico", disse. 

O promotor disse ainda que, a partir de agora, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fará parte da equipe de investigações. Ele afirmou que alguns pontos cruciais precisam ser apurados.

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) divulgou nesta segunda-feira (11) que a delegada Camila Cecconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), presidirá o inquérito policial e já está em Foz do Iguaçu para cuidar do caso. 

O corpo de Marcelo Arruda está sendo velado nesta segunda-feira, 11, em Foz do Iguaçu.

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