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Pacheco critica Lula por comparar ataques em Gaza ao Holocausto

Fala do presidente do Congresso teve recepção mista entre os senadores

Publicado quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024 às 08:09 h | Autor: Da Redação
Presidente do Congresso defendeu uma solução pacífica para o conflito entre Israel e o Hamas
Presidente do Congresso defendeu uma solução pacífica para o conflito entre Israel e o Hamas -

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira, 20, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco criticou o presidente Lula (PT) por ter comparado os ataques de Israel á população na Faixa de Gaza ao Holocausto. Ele reafirmou o posicionamento do Senado Federal pela libertação dos reféns e pela condenação dos ataques do Hamas e das reações desproporcionais de Israel.

"Ainda que a reação perpetrada pelo governo de Israel venha a ser considerada indiscriminada e desproporcional, não há como estabelecer um comparativo com a perseguição sofrida pelo povo judeu no nazismo", declarou Pacheco.

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Pacheco disse que “estamos certos de que essa fala equivocada não representa o verdadeiro propósito do presidente Lula, que é um líder global conhecido por estabelecer diálogos e pontes entre as nações, motivo pelo qual entendemos que uma retratação dessa fala seria adequada, pois o foco das lideranças mundiais deve estar na resolução do conflito entre Israel e Palestina”.

Segundo Pacheco, o governo brasileiro é mundialmente conhecido por sua diplomacia moderada, “então devemos mostrar nossa influência, nossa contribuição, para a pacificação do conflito de modo equilibrado”.

A fala de Pacheco teve repercussões mistas entre senadores da base do governo e de oposição. O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), condenou o que chamou de relativização do governo sobre conflitos ao redor do mundo. Ele citou questões na Venezuela, na Rússia e na Guatemala, e classificou a comparação de Lula como “infame”.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) informou que, em visita a Israel, viu “cenas de sangue e mulheres estupradas em nome de religião”. "Quando vêm aqui dizer que os palestinos todos sofrem é tão desonesto quanto a fala do presidente da República. Há 4 milhões de palestinos que não querem saber de guerra", afirmou Carlos Viana, que pediu um voto de censura ao presidente Lula.

Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) pediu para que não se confundisse o governo israelita com o povo de Israel. Ele chegou a pedir que o presidente Pacheco tipificasse o que significam “30 mil inocentes mortos na região da Palestina”.

"Não tem o que se comparar com o nazismo, é verdade. Mas o presidente Lula nunca abraçou uma deputada nazista. Fazer uma reprimenda ao presidente Lula? Aí não dá!", registrou Aziz, que prometeu retomar o assunto em futuros pronunciamentos.

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que não há nada a que ser reparado na fala completa de Lula, que condenou o silêncio das nações em relação ao “absurdo que é fazer valer o olho por olho e o dente por dente”. O senador ainda disse que “a morte de crianças e mulheres com a desculpa de caçar o Hamas é um absurdo”.

"Foi deplorável o ataque terrorista e igualmente é deplorável a chacina que Israel está fazendo na Palestina", declarou Wagner, que admitiu que a comparação com o holocausto fere sentimentos.

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