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PSOL pode definir sua posição na gestão de Jerônimo no fim de semana

Historicamente, a legenda é oposição ao PT na Bahia

Publicado sexta-feira, 11 de novembro de 2022 às 15:11 h | Atualizado em 11/11/2022, 16:17 | Autor: Lucas Franco
"Há posições muito diversas. Tem setores que são contrários [a uma aproximação com Jerônimo]", disse Kleber Rosa
"Há posições muito diversas. Tem setores que são contrários [a uma aproximação com Jerônimo]", disse Kleber Rosa -

Menos de duas semanas após o fim das eleições, as conversas sobre composições de governos no Brasil, tanto o federal quanto os estaduais e distrital, seguem a todo vapor. O PSOL é visto como potencial aliado da nova gestão na Bahia, segundo o candidato a governador pela legenda, Kleber Rosa. “Há demonstrações públicas de interesse. Não diretamente de Jerônimo [Rodrigues], mas de pessoas próximas a ele”, disse Kleber em entrevista ao portal A TARDE.

O PSOL e o próprio Kleber Rosa apoiaram Jerônimo Rodrigues (PT) no segundo turno do pleito. Historicamente, no entanto, a legenda fundada por dissidentes do PT sempre foi oposição aos governos petistas no estado. “O partido está iniciando debates que podem mudar os rumos de nossa história até aqui”, conta.

Uma reunião da legenda acontecerá este fim de semana para discutir qual será a posição do PSOL na gestão de Jerônimo.

Há posições muito diversas. Tem setores que são contrários [a uma aproximação com Jerônimo], porque enxergam que a experiência do governo de Rui Costa é suficiente para não despertar interesse em uma aproximação com um governo do PT, pela crítica, por exemplo, à política de segurança”, alega Kleber, reforçando, contudo, que a decisão de cada militante do PSOL será baseada na decisão coletiva e que o alinhamento viria com a adesão de pontos do programa psolista, o que seria mais importante do que ter um quadro figurando em algum cargo. “Há coisas que não abrimos mão”, afirma.

Importante quadro da legenda, o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) disse ao portal A TARDE que irá respeitar a decisão partidária, mas que defenderá, na reunião interna, a manutenção do distanciamento com o Governo do Estado. “A campanha de Jerônimo não mostrou autocrítica, a exemplo de assuntos como o genocídio da população negra e privatização da Embasa”, justifica o parlamentar.

Para Hilton, um Projeto de Lei na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para revogar medidas de Rui Costa, deveria ser condição para uma aproximação com o PT estadual. “Sem isso, não há lastro político para aliança”, argumenta.

Citado pelo colega da Alba, Osni Cardoso (PT), como alguém com quem seria difícil negociar um apoio para o governo de Jerônimo, Hilton disse que quadros de outras legendas não deveriam tentar interferir nas decisões do PSOL. “Se meta na vida do seu partido. A militância do PSOL é quem definirá os rumos do PSOL”, declarou.

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